sexta-feira, 27 de fevereiro de 2015
Anathema: Distant satellites
Do álbum 'Distant Satellites' (2014)
Letra de Daniel Cavanagh
(...)
And it makes me wanna cry
Caught you as I floated by
And it makes me wanna cry
We're just distant satellites
(...)
domingo, 21 de outubro de 2012
Anathema no Paradise Garage (20.10.12)
Logo a seguir, deu-se uma inversão de atmosfera, com o regresso a 'Judgement', o álbum de 1999, de que se rebuscou, para começar, Deep, uma das canções mais tristes mas mais libertadoras da discografia dos Anathema, e uma das melhores letras de Vincent Cavanagh. Ainda do mesmo álbum, ouviram-se a seguir Emotional Winter e Wings of God, momentos mais calmos, mas bastante mais tristes, que soarem muitíssimo bem antes do regresso a 'We're Here Because We're Here' com A Simple Mistake, onde, além de uma vez mais podermos apreciar a junção das vozes de Vincent e Douglas, contámos com o brilhante solo de guitarra eléctrica de Daniel Cavanagh que termina a canção.
Lee Douglas brilharia ainda, sozinha, a seguir, com Lightning Song, do álbum mais recente, uma canção bela e pesada que o público soube acompanhar devidamente. Esta canção veio confirmar aquilo que já desde há vários anos se pressentia: que Lee Douglas é, de facto, uma mais-valia para os Anathema. Lee haveria de estar presente para The Storm Before the Calm, também do álbum mais recente, uma longa odisseia escrita por John Douglas, o baterista, que dum começo violento chega a momentos de uma beleza contemplativa que em muito representam aquilo que os Anathema estão a fazer agora. Seguiu-se um dos melhores momentos de 'Weather Systems', bem como um dos melhores momentos dos Anathema, The Beginning and The End, uma das canções mais emotivas e mais explosivas de todo o álbum, que resultou muitíssimo bem ao vivo.
Outro regresso a 2010 deu-se com Universal, uma das canções mais orquestrais, mas que não perdeu a sua força na transposição para o palco, bem pelo contrário.
Para o final, os Anathema reservaram três clássicos do álbum de 2003, 'A Natural Disaster': Closer, onde uma vez mais se notou o papel de Daniel Cardoso, A Natural Disaster, outro grande momento de Lee Douglas, e Flying, que termina com mais um esplendoroso solo de guitarra eléctrica de Daniel Cavanagh.
Para os encores, ficaram reservados One Last Goodbye, momento emocional por excelência (Recorde-se que se trata de uma despedida à mãe dos irmãos Cavanagh.) que, efectivamente comoveu e, claro, o clássico Fragile Dreams do álbum 'Alternative 4', que foi um final muito à altura de um concerto realmente perfeito.
Em duas horas, os Anathema conseguiram tocar algumas das suas melhores canções. A violência, a emotividade e a profunda beleza das canções falou por si, e se a sala do Paradise Garage era quase pequena demais para o público, para conter a força da música dos Anathema, não parece haver sala grande o suficiente.
Untouchable part1/ Untouchable part2/ Thin Air
Dreaming Light
Everything/ Deep
Emotional Winter/ Wings of God
A Simple Mistake/ Lightning Song
The Storm Before the Calm (fragmento1)
The Storm Before the Calm (fragmento2)
The Beginning and the End/ Universal/ Closer
´
A Natural Disaster
Flying
One Last Goodbye
Fragile Dreams
quarta-feira, 10 de outubro de 2012
É daqui a dez dias
Anathema
'Untouchable' (Partes 1 e 2) do álbum 'Weather Systems' (2012)
Ao vivo, dia 20, no PARADISE GARAGE em Lisboa
quarta-feira, 1 de agosto de 2012
segunda-feira, 16 de julho de 2012
Were You There?
quinta-feira, 19 de abril de 2012
Anathema: Weather Systems
segunda-feira, 16 de abril de 2012
Weather Systems
segunda-feira, 20 de fevereiro de 2012
Primeira canção de 'Weather Systems'
terça-feira, 14 de fevereiro de 2012
Porque hoje estamos nesta...
Não precisas ser amante,
e nem sempre sabes sê-lo.
Eu te amo porque te amo.
Amor é estado de graça
e com amor não se paga.
Amor é dado de graça,
é semeado no vento,
na cachoeira, no elipse.
Amor foge a dicionários
e a regulamentos vários.
Eu te amo porque não amo
bastante ou demais a mim.
Porque amor não se troca,
não se conjuga nem se ama.
Porque amor é amor a nada,
feliz e forte em si mesmo.
Amor é primo da morte,
e da morte vencedor,
por mais que o matem (e matam)
terça-feira, 7 de fevereiro de 2012
quarta-feira, 11 de janeiro de 2012
Depois de um exame, pensar em amor
letra de Natalie Merchant
quinta-feira, 29 de dezembro de 2011
sábado, 10 de setembro de 2011
sexta-feira, 9 de setembro de 2011
Anathema: Falling Deeper
Para falar do álbum novo dos Anathema, lançado há três dias apenas, há que recordar um pouco a história da banda, quanto mais não seja por se tratar de um história que não é propriamente linear.
Portanto, quando 'Falling Deeper' nos foi anunciado como recuperação de canções da fase 1991-1995 da banda, pensámos instintivamente tratar-se de uma espécie de continuação do conceito de 'Hindsight'.
A grande maioria do álbum é feita desta forma. O ênfase é colocado quase totalmente no lado instrumental, onde os instrumentos, maioritariamente acústicos, se cruzam com os grandes arranjos de orquestra, um pouco como vinha acontecendo em 'We're Here Because We're Here'. O instrumento que parece ter maior importância, ainda assim, é o piano, e não a guitarra, e isso constitui de certa forma uma novidade na música dos Anathema.
Com esta construção muito definida e concreta, o álbum vai tendo momentos de beleza absoluta, como Sleep In Sanity, Alone, We The Gods e o emblemático They Die (Também chamado They (Will Always) Die.). As vozes dos dois vocalistas surgem na maior parte das faixas como vozes-ambiente, por vezes declamando palavras, outras vezes em surdina. São excepção a nova versão de Everwake onde encontramos a voz de Anneke Van Giersbergen, uma voz bela que consegue perfeitamente captar a atmosfera da canção; Kingdom, onde os dois vocalistas entoam a letra num tom quase sussurrado e Sunset Of Age, que, de todas as faixas, será talvez aquela que mais se aproxima da sua versão original.
A opção do instrumental é acertada na maioria dos casos, já que, por si só, o instrumental é capaz de expressar com toda a clareza aquilo que os Anathema fazem de momento, e também aquilo que, na sua música inicial, existia já de comum com o presente. No entanto, há duas excepções que apetece apontar, e elas são Crestfallen e They Die. Não porque as versões instrumentais (Ou quase, no caso da primeira.) sejam insatisfatórias, mas porque, sendo duas das canções mais emblemáticas desta banda, de certa forma pediam que, nelas, se arriscasse um pouco mais, sendo trabalhadas também a nível da colocação da voz.
Nos restantes casos, as opções parecem ter sido as mais indicadas, guardando-se a componente vocal para apenas alguns momentos em que ela se torna algo crucial. A única perda que isto comporta é a das letras originais, sendo que muitas delas são algumas das melhores já escritas por Daniel Cavanagh; merecendo, portanto, ser ouvidas desta forma menos gutural.
Há ainda que assinalar a transpiração que a produção deste álbum terá implicado, pois é certo que nos surge como um objecto perfeitamente acabado e conseguido, na tarefa aparentemente impossível de transformar em symphonic-rock aquilo que era doom-metal. Poderíamos ter aqui uma receita para o verdadeiro fracasso e não é isso que acontece. 'Falling Deeper' é um álbum simples mas cheio de detalhes subtis, não ficando, por isso, na maioria dos seus momentos, a dever seja o que for ao que esta banda de melhor tem feito. No fundo, este álbum vem continuar aquilo que 'We're Here Because We're Here' já tinha vindo atestar preto-no-branco: que a música dos Anathema é profundamente angustiada, ao mesmo tempo que é profundamente bela, resultando, então, numa espécie de libertação, de catarse. E por isso estas canções potencialmente nos comovem tanto.
O caminho está definido e, assim, aberto. Esperemos que um próximo álbum de originais não demore muito (Lembremos que entre 'A Natural Disaster' e 'We're Here Because We're Here' se passaram sete anos.). E, claro, esperemos que o lançamento de 'Falling Deeper' signifique um ou mais concertos em Portugal, já que a transposição destas canções para o palco não deixa de nos parecer intrigante.
segunda-feira, 22 de agosto de 2011
Yey!!!!
Crestfallen (The Crestfallen EP)
Sleep in Sanity (Serenades)
Kindgom (Pentecost III EP)
They Die (The Crestfallen EP)
Everwake (The Crestfallen EP)
J'ai Fait Une Promesse (Serenades)
Alone (The Silent Enigma)
We, The Gods (Pentecost III EP)
Sunset of the Age (The Silent Enigma)
quarta-feira, 10 de agosto de 2011
Apareceu já
terça-feira, 9 de agosto de 2011
Mais vídeos do concerto dos Anathema no Vagos Open Air
Summernight Horizon
Dreaming Light
A Natural Disaster
domingo, 7 de agosto de 2011
O novo álbum dos Anathema

Anathema no Vagos Open Air (5.8.11)
Li não sei onde que, a pessoas como eu, se chama Anathemaniacs. O neologismo é, parece-me, bastante claro, e explicará certamente por que este texto, mais do que o habitual, não é nem poderia ser imparcial.
O concerto dos Anathema no Vagos Open Air 2011 foi na sexta-feira, ao fim da tarde. Desde logo me desagrada que, além de não serem cabeças de cartaz, os Anathema sejam atirados para um horário tão pouco nobre. No entanto, quando a música é boa, o resto não chega a ser nem cantigas e, na verdade, este foi o melhor concerto do primeiro dia do festival.
A banda dos irmãos Cavanagh subiu ao palco com uma longa introdução, que viria a dar origem a “Thin Air”, que é também o tema de abertura do álbum We’re Here Because We’re Here, lançado o ano passado, sendo, até agora, o mais recente. Seguiu-se “Summernight Horizon”, onde Vincent Cavanagh foi acompanhado na voz por Lee Douglas. “Dreaming Light” marca o primeiro momento suave do concerto, para ser logo de seguida compensado pela energia de “Everything”, o primeiro single do álbum de 2010.
Apresentado então o novo teclista dos Anathema, Daniel Cardoso, português, seguiu-se uma boa oportunidade para este brilhar, e também o primeiro regresso ao passado, com “Closer”, do álbum A Natural Disaster de 2003. Por norma, esta canção é tocada como segunda parte de “Balance”. Ainda que eu ache que a junção das duas canções resulta num objecto realmente grandioso, tenho que reconhecer que a escolha dos Anathema para este concerto me surpreendeu pela positiva, uma vez que a canção se mostrou um portento enquanto objecto autónomo.
E pelo passado se continuaria ainda, visitando os álbuns que mais se relacionam com a fase actual dos Anathema, com "Deep" de Judgement (1999), seguido de um regresso a 2010 com "A Simple Mistake", a soar muitíssimo mais forte ao vivo. A minha canção preferida, "Empty" foi uma boa escolha, claro, para representar o álbum Alternative 4 (1998), mas, pela segunda vez, o som é interrompido durante a canção. Tinha acontecido durante "Summernight Horizon" e aconteceu nesta canção três vezes, o que, mesmo assim, não foi suficiente para estragar o momento, já que o público não hesitou em fazer as vezes da guitarra eléctrica.
A Natural Disaster, retirado do álbum homónimo, trouxe a maravilhosa Lee Douglas para a voz principal, numa versão que se transformou numa espécie de grande dueto entre ela e Vincent Cavanagh. Foi, e com toda a justiça, um dos momentos mais aplaudidos da noite. Do mesmo álbum, Flying ainda nos deu um daqueles momentos memoráveis, com o genial solo de guitarra eléctrica com que o genial Daniel Cavanagh fecha a canção.
Depois disso, e seguindo a linha realmente mais melódica que os Anathema pareceram querer deixar para o fim, regressou-se a We're Here Because We're Here com "Universal", canção que vai crescendo discretamente até explodir num final tenso que só pode produzir um grande efeito ao vivo.
Para o encerramento, voltou-se a um dos melhores momentos de Alternative 4, e um dos melhores momentos dos Anathema, com "Fragile Dreams", que acabou por se revelar um apoteótico final.
Dada a pouca aptidão do público português para entender a música dos Anathema, está visto que não tiveram direito a encores, porque só o têm os cabeças de cartaz. Mas a hora e pouco que durou este concerto, onde, como Danny Cavanagh disse no final, tudo correu mal, acabou por resultar num grandioso concerto que nos relembra como a música dos Anathema é bela e violenta e mortífera, mas que nos reconcilia com a vida como nenhuma outra consegue.
No final, ainda houve uma muito simpática sessão de autógrafos, e a boa promessa do álbum Falling Deeper que será editado em Setembro e que agoira nova visita desta banda britânica a Portugal. São boas notícias, definitivamente.





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