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quarta-feira, 17 de abril de 2013

Lamb: Hearts and Flowers


Letra de Lou Rhodes e Andy Barlow
Do álbum 'Between Darkness and Wonder' (2003)

(...)
Sometimes I'm so alone
Even in your arms
Like each of us keeps a little wall
Inside our hearts
(...)

segunda-feira, 7 de janeiro de 2013

Lou Rhodes: Why



Do álbum 'Beloved One' (2007)
Letra de Lou Rhodes

(...)
So much of what I'd hoped for
I couldn't let it be
So I made me a world where
You had to leave

Tell me why, oh why
Can't we let the good things in?

(...)

terça-feira, 14 de fevereiro de 2012

Porque hoje estamos nesta...


Anathema: Dreaming Light (Do álbum 'We're Here Because We're Here', 2010)


As Sem Razões do Amor
de Carlos Drummond de Andrade

Eu te amo porque te amo.
Não precisas ser amante,
e nem sempre sabes sê-lo.
Eu te amo porque te amo.
Amor é estado de graça
e com amor não se paga.

Amor é dado de graça,
é semeado no vento,
na cachoeira, no elipse.
Amor foge a dicionários
e a regulamentos vários.

Eu te amo porque não amo
bastante ou demais a mim.
Porque amor não se troca,
não se conjuga nem se ama.
Porque amor é amor a nada,
feliz e forte em si mesmo.

Amor é primo da morte,
e da morte vencedor,
por mais que o matem (e matam)
a cada instante de amor.


Joan as Police Woman: Flash (Do álbum 'The Deep Field', 2010)

Monna Innonimata IV
de Christina Rossetti

Poca favilla gran fiamma seconda. – Dante 

Ogni altra cosa, ogni pensier va fore, 

E sol ivi con voi rimansi amore. – Petrarca 

I loved you first: but afterwards your love
    Outsoaring mine, sang such a loftier song
As drowned the friendly cooings of my dove.
    Which owes the other most? my love was long,
    And yours one moment seemed to wax more strong;
I loved and guessed at you, you construed me
And loved me for what might or might not be –
    Nay, weights and measures do us both a wrong.
For verily love knows not ‘mine’ or ‘thine;’
    With separate ‘I’ and ‘thou’ free love has done,
         For one is both and both are one in love:
Rich love knows nought of ‘thine that is not mine;’
         Both have the strength and both the length thereof,
Both of us, of the love which makes us one.



Lou Rhodes: All We Are (Do álbum 'Bloom', 2007)


desenho de Luis Caballero

Promessa
de Sophia de Mello Breyner Andersen

És tu a primavera que eu esperava
A vida multiplicada e brilhante
Em que é pleno e perfeito cada instante.


Norah Jones: Come Away with Me (Do álbum 'Come Away With Me', 2002)

quinta-feira, 29 de julho de 2010

Lou Rhodes: One Good Thing

VÁRIAS COISAS (MUITO) BOAS

Em 2004, os Lamb lançavam "Best Kept Secrets (1996-2002)", uma colectânea que reunia algumas das canções mais marcantes dos quatro álbuns da banda. Dois anos depois, Lou Rhodes apresenta-se em nome próprio com "Beloved One".
A primeira sensação natural seria a estranheza. O que nos Lamb era complexidade e quase excesso, dava lugar a uma simplicidade intimista nas canções de Lou. O seu primeiro álbum a solo era uma colecção de canções melódicas e depuradas, numa sonoridade folk, que contavam com pouco mais que uma guitarra acústica, uma bateria e um baixo, praticamente o inverso do som fervilhante dos Lamb.
O que "Beloved One" afirmava, "Bloom", em 2007, confirmava. Lou apresentava-se agora com uma banda onde ocasionalmente ouviamos alguma electricidade. Mas era um facto: os conceitos do primeiro álbum continuavam ali, ainda que numa roupagem distinta.




Em 2010, Lou presenteia-nos com "One Good Thing". Este terceiro trabalho deveria ser o suficiente para começarmos a ouvir Lou Rhodes e deixarmos de ouvir a ex-vocalista dos Lamb.
"One Good Thing" representa mais um passo na maturidade musical de Lou. Ouvimo-la agora num registo que está um pouco ancorado no meio-termo entre os seus primeiros dois álbuns. Não é o quase minimalismo do primeiro mas também não é o som mais polido do segundo.
Estas canções são tocadas pela habitual guitarra de Lou, com acrescentos de percussão e cordas. A luminosidade que ouvíamos frequentemente nos primeiros álbuns dá agora lugar a uma densidade que tem algo de mais "negro". Não raro encontramos neste álbum letras que nos colocam frente-a-frente com o mundo, o nosso mundo. Não são já as canções simples de amor, há nestas algo de mais semelhante ao percurso do indivíduo que procura o seu lugar no mundo: o amor é só mais um dos caminhos que se pode tomar para isso.
O álbum abre com "One Good Thing", que reflecte um pouco a situação política actual. É talvez a canção mais próxima de "Bloom", assim como "Magic Day" estará mais ancorado em "Beloved One". Outras como "It All" ou "Circles" parecem-me mais representativas da fase actual de Lou: são canções pesadas, de melodias violentas, que contrariam a tendência para se pensar que o que é simples é suave. Muito pelo contrário, Lou não vacila no esquema de construção das suas canções o que não a impede de criar canções tristes.
Outros dos pontos que interessa sempre assinalar quando se fala de Lou Rhodes é a questão da voz; talvez porque esse será ainda o interesse maior da sua música. Estamos perante uma das vozes mais invulgares e belas da música actual, e "One Good Thing" é, até agora, o álbum que melhor explora a potencialidade da voz: ouvimos Lou perfeitamente desenvolta nos vários registos que compõe (Lembremos que o material que canta é exclusivamente da sua responsabilidade.), e notamos ao longo do álbum várias nuances. Ainda que pareça contraditório com o que afirmei no início deste comentário, a verdade é que este é o álbum vocalmente mais se aproxima dos Lamb. Note-se que não pretendo insinuar qualquer demérito à banda de Lou e de Andy Barlow, que mesmo depois do seu fim continua a ser uma das minhas favoritas: o caso é que, apesar de notarmos um registo diferente com Lou a solo, aos Lamb deve ela um género de música que sempre lhe permitiu movimentar-se nas mais variadas tonalidades, desde o choro lento que é "Goreki" à agressividade de "Little Things" ou à brutal explosão de "Till The Clouds Clear". E se em "Beloved One" ou "Bloom" aquilo que mais ouvíamos era a suavidade e a melancolia, neste álbum ouvimos já sentimentos mais violentos, como acima referi, e que não se limitam às composições: são transpostos para a voz, e é essa a novidade, em termos vocais, de "One Good Thing". Neste álbum, ouvindo por exemplo "It All", quase não parece a mesma voz que depois ouvimos em "Melancholy Me".



Também importa fazer um contraponto entre o registo em álbum e o som ao vivo. Não ao acaso, "One Good Thing" parece-me ser o que mais aproxima os dois; e este é um álbum justamente gravado em directo, em live takes, o que me parece uma decisão muito acertada: note-se que no tempo de "Beloved One" Lou tocava em estúdio com poucos músicos e essa sonoridade tornava-se diferente ao vivo, onde tocava com uma banda inteira; já em "Bloom" Lou tocava com uma banda inteira e várias vezes se apresentou em palco sozinha com a sua guitarra. Se por um lado se notava uma diferença abissal entre os álbuns e os concertos, por outros não deixava de ser inteligente essa forma de pôr as canções à prova mudando-lhes o esquema instrumental. Mesmo assim, "One Good Thing" parece distanciar-se dessa ideia e dar em estúdio um som muito aproximado ao que se ouviria em palco.
Este é, acima de tudo, um álbum de grandes canções. A destacar algumas, eu destacaria "It All", "Circles", "There For The Taking" ou "Melancholy Me": parecem-me as canções mais desenvoltas, mais realmente novas, ainda que seja difícil encontrar neste álbum canções que não tenham algo de insólito a merecer referência, pelo que o que recomendaria mesmo seria que se ouvisse o álbum na íntegra.



One Good Thing

quinta-feira, 14 de janeiro de 2010

quinta-feira, 5 de novembro de 2009

domingo, 28 de junho de 2009

dia 16: o regresso

lamb

"soflty" (fear of fours)


gabriel (ao vivo em lowlands)


darkness (between darkness and wonder)