quarta-feira, 19 de dezembro de 2007

The Editors: An End Has a Start

A PROVA DOS NOVE



Quando "Smokers Outside The Hospital Doors", a primeira faixa de "An End Has a Start", o novo album dos Editors, chega ao fim, já a sensação de divisão é inevitável. Há algo de trsite e algo de alegre, algo de conformado e algo de revolucionário na música dos Editors, em cada música. Talvez as letras de Tom Smith estejam contra a sonoridade isaltada das composições da banda, onde, mais ainda, se notam influencias como os Depeche Mode (Electrónica sob uma voz forte e beats bem demarcadas.) ou os Joy Division (Simplicidade que, no resultante, ganha uma complexidade quase barroca.); e, se assim é, fico feliz.








Temporalmente localizado algures nos primeiros anos da décade de oitenta, transportados para 2007, com tudo o que isso acarreta, nele, a construcção das canções ganha densidade em comparação ás de "The Back Room", especialmente nos arranjos, onde as guitarras eléctricas passam a viver com teclados que sintetizam sons very 80´s, e com o piano, tocado pelo próprio vocalista, evidenciando mais ainda o tal intimismo. O piano será precisamente essencial quando se trata do quase único instrumento acústico ouvido ao longo do álbum. A voz de Tom Smith está ligeiramente mais cavada, mas sem perder nada da sensualidade anestesiante que o caracterizava. A sua postura encontra na perfeição tanto a carga emotiva das letras, por si só bastante forte, como ainda é capaz de acompanhar muito bem as composições. É muito na voz que se prendem os Editors, e, por boa que ela seja, talvez não fosse má ideia equlibrá-la mais com o restante. Ainda que nem sempre assim seja, alguns momentos do álbum parecem feitos por e para Tom Smith. Win Butler comete o mesmo erro no "Neon Bible" dos Arcade Fire. Not such a good idea.


Quando ás canções, essas, são grandiosas, construídas com base no simples, que ao ser arranjado se torna complexo, mas sem exageros. Existe moderação nestas canções, em vez da necessidade de colocar muito. "Smokers Outside The Hospital Doors" e "An End Has a Start" fazem o início perfeito. "Weight Of The World" é uma boa canção, mas fica a perder de vista quando comparada com outras. Outras como "Escape The Nest", com a sua energia obsessiva, "Spiders" com o seu romantismo, ou o brilhante final, com "Well Worn World", onde Smith brilha não só a cantar como no piano.
O (Previsivelmente chamado.) "difícil segundo álbum" dos Editors não lhes saíu nada mal, bem pelo contrário, supera, até, o anterior. Esta é uma característica que parece ir contra a corrente. Ainda bem. Mais álbuns assim, é do que precisamos.









Veredicto: 18/20

1 comentário:

paty carneiro disse...

Olá vizinho, tudo bem?
Meu nome é Patrícia, sou brasileira e caí por acaso no teu blog!
Você escreve muito bem, parabéns!!
Se você me permitir, gostaria de usar alguns comentários seus sobre o CD “The Best Damn Thing” da Avril Lavigne para uma resenha crítica.
você tem msn?
um forte abraço ^^