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sexta-feira, 8 de fevereiro de 2013
quinta-feira, 5 de julho de 2012
quarta-feira, 15 de fevereiro de 2012
[Ô ville impériale d'Anvers grande et riche,]
Ô ville impériale d'Anvers grande et riche,
Je crois à peine que le soleil éclaire ta semblable
En profusion de terres argileuses, en beauté de sillons,
En églises magnifiques, convents pies et constructions imposantes,
En remparts massifs, en beaux arbres et plantations,
En quais et jetées le long desquels coule le grand fleuve, les euax
[de l'Escaut.
G.A. Brederode
Le Brabançon Espagnol
1618
Ó cidade imperial de Antuérpia grande e rica,
Quase não acredito que o sol brilhe dessa forma
Na profusão das terras argilosas, na beleza dos sulcos,
Nas igrejas magníficas, conventos pios e construções imponentes,
Nas ameias massivas, nas belas árvores e plantações,
Nas docas e nos cais ao largo de que flui o grande rio, as águas do
[Escalda.
[Escalda.
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domingo, 12 de fevereiro de 2012
Textos de Maria Gabriela Llansol, escritos na Bélgica
Jodoigne, 17 de Maio de 1975
Nunca falei directamente sobre a nova casa em que vivo, no fundo de um pátio para carruagens e cavalos; num jardim difícil, numa porta grande de ferro, com ornatos, e fachada. Esta é Jodoigne. Hoje, se vier alguém do exterior, pode ser recebido como um estranho.
Pensamentos contíguos/ não suporto a palavra História e, no entanto, há centros de irradiação, tramas sólidas de geografias espirituais, lugares de recorrência, humanos duradouros e perduráveis; tudo o que entrar aqui será imperceptivelmente belo, ou tornar-se-á belo.
Finita - Diário 2
25 de Janeiro de 1976, domingo
Neva. Bebo um café e como um «babá» na pastelaria feminina de Jodoigne. O convívio, a vida de grupo, continua a parecer-me um problema insolúvel, mas deixei de ouvir a frase que o exprimia, quando me levantei esta manhã. Aos homens escapam muito mais coisas do que aos animais e às plantas________
Não gosto de ver nevar quando estou sozinha. Ouço uma música adequada à neve. Como já disse, a pastelaria é feminina.
A Quinta, o pão, absorve todo o tempo. São sempre os mais pobres que trabalham, que trabalham no tempo até o abolirem.
As crianças imaginam que a vida dos adultos, quando estão com elas, é sempre um prazer.
Limpar a casa, ver o chão brilhar e espelhar o que imagino, e é real, fazer almofadas trabalhando o tecido para o repouso, acender a luz quando faz noite, e olhar e olhar-me sob outra perspectiva, são já belos motivos para viver.
Mas nada escapa a esta tristeza doce que é também provocada pela minha existência limitada do tempo.
Volto para casa, fazer croquetes. Mas antes leio uma frase de Histoire de l'idée de nature:
*«Mas a natureza não é assunto de um só sábio.»*
Uma Data em Cada Mão- Livro de Horas I
18 de Agosto de 1977, quinta
Há três dias que chove sobre Antuérpia como se chovesse sobre o mundo; a chuva tornou-se inimiga,
e no meu saber e espírito a frota de Lisboa ocupa o porto, com mil cheiros marítimos; num momento de meus [dias], quando era criança, por ali passei e lembro-me de que meu pai me levava pela mão, ao longo de um grande cais que estremecia de movimento; o rio não era o Escalda, chamava-se Tejo, e o mar cercava-o, o cerco de Lisboa
e foi nesse momento que eu decidi ser béguine e voltar ao meu país.
Depois veio a inundação. Por volta do meio-dia ouço mais um rumor de água na cave.
21 de Agosto de 1977, domingo
Volto às béguines, e à projectada nova viagem a Anvers, por Anvers, e para colher apontamentos e comprar a brochura sobre a casa de Plantin-Moretus.
Já de manhã estava a estudar a forma rectangular da página branca, sobreposta à forma rectangular densa do texto, que pode ser fragmentado ou não em colunas e glosas.
*Acontece ainda que o livro medieval corresponde muitas vezes a um único tipo de utilização, a uma leitura sequencial*; apareceu a página com o título, rara e puramente decorativa, nos manuscritos.
Barroco:
*A ideia de que o livro é um espaço fechado, ao mesmo tempo morada e monumento cujo limiar deve ser engrandecido por formas figuradas, já está presente no livro manuscrito.
A alegoria_ escolha de objectos que servem para representar uma coisa diferente daquilo que são. A alegoria significa o conteúdo do volume.
Um Arco Singular- Livro de Horas II
Herbais, 23 de Janeiro de 1981
Herbais: a ilha para onde nos dirigimos tinha sido riscada do mapa; a não ser que o lugar onde nos encontrávamos, desprendendo-se dos prados firmes, nos levasse para ela.
Os dias já não são o que eram; nunca havíamos suposto que seria necessário recorrer à escrita:
«si l'on pousse assez loin dans la
language, on se trouve pris dans
l'etreinte de la pensée.»
language, on se trouve pris dans
l'etreinte de la pensée.»
a perda do mar pela areia é inevitável; da vela que arde à folha que respira, o seu rosto permanecia sempre latente; e qualquer objecto estava sempre a ser rodeado por ela.
Um Falcão no Punho- Diário 1
fotografias de Jodoigne, Antuérpia (Estação Central) e Herbais
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quarta-feira, 1 de fevereiro de 2012
O Vleeshuis de Antuérpia
O Mercado da Carne (Ou, traduzido literalmente do neerlandês Vleeshuis, Casa da Carne.) foi construído originalmente em 1250, na cidade de Antuérpia. Depois da sua queda, foi construído um novo, maior e com mais condições para cumprir as suas funções de matadouro e de local de venda, interior, de carne, em 1504, aquele que existe actualmente e que foi transformado em Museu da Música (Relembre-se que Antuérpia é, historicamente, uma cidade conhecida por produzir cravos e clavicórdios.).
O que este edifício terá de mais insólito, além da sua composição ainda ligada aos modelos góticos tardios, de cariz notoriamente flamengo, surpreendente para o século XVI, é a sua construção em tijolo vermelho e arenito branco, como que a imitar a imagem da carne com nervuras de gordura. Infelizmente, Herman de Waghemakere, o arquitecto que projectara a nova Vleeshuis, em 1501, morreu um ano antes da conclusão da obra.
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