terça-feira, 19 de agosto de 2008

matthew barney

Provavelmente mais conhecido por ser marido de Bjork do que por ser o artista plástico que é, Matthew Barney não deixa de ser um artista de culto, com obra de explícita qualidade.
Barney considera-se primeiramente um escultor, e, avaliando os seus filmes, podemos falar de escultura e de instalação, filmadas como forma de as prender no tempo e de as fazer chegar a qualquer pessoa que, possivelmente, não teria outra forma de a elas chegar.
Com referências a variadíssimas culturas, em especial a japonesa no mais recente "Drawing Restraint 9", as performances de Barney colocam-nos perante seres e situações bizarros, que econtram sempre uma forma de penetrar o mundo real, a "nossa" realidade, e de a chocar com as imagens em que o grotesco e o belo se encontram.
Ficam alguns exemplos, retirados dos ciclos "Creamaster" e "Drawing Restraint 9".












1 comentário:

graça martins disse...

Acho óptima ideia mostrares imagens deste artista contemporâneo. Matthew Barney procura a transcendência física e psicológica do organismo humano. Os seres que apresenta são seres híbridos e têm como modelo o ser biológico na fase de indiferença pré-genital (embrionária), fase de pura energia potencial, aberta para todas as possibilidades. As criaturas de Matthew espelham organismos autárquicos ou independentes: são organismos herméticos, fechados em si mesmos, sem sexo definido, ou organismos cibernéticos, uma mistura entre o natural e o artificial. Puro futurismo e não só.
Os exemplos que seleccionaste são fantásticos.