segunda-feira, 14 de novembro de 2011

[A paisagem de vidro, levíssima asa.]



A paisagem de vidro, levíssima asa.
Era um lábio de rapaz devorando outro rapaz, era uma árvore crescendo em sangue só de fios.
Em direcção ao espelho o corpo transformava-se. A voz perturbava, ainda. Havia excessiva luz e uma frescura impossível.

Isabel de Sá
Nervura
1984, ed. Mirto
fotografia de Slava Mogutin

1 comentário:

GRAÇA MARTINS disse...

mas que belo poema pela manhã e imagem a condizer. Lindo!!!