terça-feira, 8 de julho de 2008

Matta Clark

é, afinal, um dos mais originais arquitectos/artistas plásticos na história da Arte. Com um trabalho revolucionário, insólito e definitivamente conceptualista, Matta Clark conseguiu de tudo: desde grandes reações ao que fazia, a ter a polícia atrás de si.
Com um manifesto interesse nas estruturas, na luz e na relação do espaço com o exterior, a obra de Gordon Matta-Clark é única e irrepetível.
Recomendo vivamente a monografia sobre o artista, publicada na Phaidon.

4 comentários:

BE disse...

sabes que tenho saudades tuas meu querido marido porque eu ate gosto-te

Supermassive Black-Hole disse...

não percebo bem o que isso tem a ver com o Gordon Matta Clark, mas percebo-te. Também gosto-te, Isabelinha, minha mulher...

graça martins disse...

O supermassive black-hole dá-nos uma informação preciosa, na chamada de atenção para este arquitecto.
Matta-Clark interrompeu momentaneamente os seus estudos de arquitectura, para estudar poesia na Sorbonne, Paris em 1963. Nas suas notas utilizava diversas desconstruções e montagens de palavras, jogos de sintaxe, e o seu trabalho nas palavras seria a estrutura da sua futura intervenção plástica e arquitectónica. O neologismo anarquitectura utilizado por Matta-Clark nos anos 70 aproxima-se da expressão des-arquitecturação de Smitshon e de Carl André, ao referir - corte no espaço. Matta-Clark corta mesmo as casas. Partir e entrar - aproximar-se do colapso estrutural, separar as partes do ponto do colapso. ISTO É POESIA.
A arquitectura pode ser poesia e assim vai mais longe...toca o interior.

Supermassive Black-Hole disse...

eu já dizia que me identificava com ele antes de saber disto... como diria a cilla, (início de citação) "pois é... é a vida... a vida tem destas coisas... não é?" (fim de citação)

ps: fiz questão de realçar a citação porque a frase em si é irritante ao máximo