sexta-feira, 13 de julho de 2012
XIV
hoje, dia de todos os demónios
irei ao cemitério onde repousa Sá-Carneiro
a gente às vezes esquece a dor dos outros
o trabalho dos outros o coval
dos outros
ora este foi dos tais a quem não deram passaporte
de forma que embarcou clandestino
não tinha política tinha física
mas nem assim o passaram
e quando a coisa estava a ir a mais
tzzt… uma poção de estricnina
deu-lhe a moleza foi dormir
preferiu umas dores no lado esquerdo da alma
uns disparates com as pernas na hora apaziguadora
herói à sua maneira recusou-se
a beber o pátrio mijo
deu a mão ao Antero, foi-se, e pronto,
desembarcou como tinha embarcado
Sem Jeito Para o Negócio
Mário Cesariny de Vasconcelos
Discurso Sobre a Reabilitação do Real Quotidiano
1952, ed. Contraponto
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quinta-feira, 12 de julho de 2012
Beguinas
Maria Gabriela Llansol, que residiu cerca de vinte anos na Bélgica (Entre Leuven, Jodoigne e Herbais), falou em vários dos seus livros de beguinas e de beguinages. Para a cultura portuguesa, tudo isso era estranho. No entanto, o movimento das beguinas foi prolífero na Idade Média nos Países Baixos e, estando perfeitamente conservados grande partes dos beguinages na Bélgica, o movimento é uma das referências culturais mais importantes deste país. As beguinas, mulheres que, sem fazerem votos religiosos, vivam vidas religiosas e por vezes ligadas à produção escrita como forma de expressão religiosa, existiram na Flandres, na Holanda, no sul da Alemanha e no norte de França ao longo do século XII. No princípio do século XIII, o pontificado de Clemente V acusou as beguinas e os begardos (Comunidades masculinas que tinham surgido entretanto.) de heresia e proíbiu o movimento. No século XV, o papa Eugénio IV voltou a permtir os movimentos beguinais, e na Bélgica existiram várias beguinas ao longo do século XX.
Os beguinages eram como cidades da paz, dentro das próprias cidades. Por norma, as casas organizavam-se em torno de um jardim e, à medida que o número de beguinas aumentava, as casas eram acrescentadas, contendo muitos beguinages as suas próprias ruas. A organização das casas, em si, apontava já para o carácter algo democrático destas comunidades, uma vez que cada comunidade elegia a sua Grande Dama, espécie de madre-superiora.
Os beguinages eram como cidades da paz, dentro das próprias cidades. Por norma, as casas organizavam-se em torno de um jardim e, à medida que o número de beguinas aumentava, as casas eram acrescentadas, contendo muitos beguinages as suas próprias ruas. A organização das casas, em si, apontava já para o carácter algo democrático destas comunidades, uma vez que cada comunidade elegia a sua Grande Dama, espécie de madre-superiora.
Muitos dos beguinages da Bélgica são hoje património da UNESCO, no entanto são habitados, como é o caso do de Bruxelas, do de Antuérpia e dos dois de Leuven. Das primeiras beguinas nos surgem também textos fundadores da língua neerlandesa e de toda uma cultura fortíssima. É o caso de Hadewijch de Antuérpia, de Mechtilde von Magdeburg e de Marguerite Porete, mas também de Beatrijs van Nazareth, autora do primeiro texto escrito em neerlandês medieval, Seven Manieren van Heilige Minnen, ou seja, Sete Formas de Amar ou Sete Estágios do Amor. Os textos das beguinas seriam influência para vários teólogos posteriores, como foi o caso de Jan van Ruusbroeck e de Eckhart.
Aqui ficam algumas imagens de beguinas, de beguinages (Ou begijnhof em neerlandês.) e de alguns livros.
várias imagens de beguinas, desde o século XV até ao século XX
Fotografias do Klein Begijnhof (Pequeno Beguinage) de Gent
O Klein Begijhof de Leuven
O Groot Begijhof (Grande Beguinage) de Leuven
O Beguinage de Diest
O Begijnhof de Bruges
Poemas de Hadewijch de Antuérpia e de Hadewijch II, em tradução fracesa
Primeira página de um dos manuscritos do texto de Beatrijs van Nazareth
Tradução inglesa de 'Das Fliebende Licht der Gottheit' (A Fluida Luz Divina) de Mechtilde von Magdeburg
Edição de 'Le Miroir des Âmes Simples at Anéanties' (O Espelho das Almas Simples e Aniquiladas) de Marguerite Porete
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O Groot Begijnhof de Leuven
O Grande Beguinage da cidade de Leuven, na província belga do Brabante Flamengo, construído na primeira metade do século XIII é o maior dos beguinages, tendo nele habitado centenas de beguinas. Actualmente Património da UNESCO, é habitado maioritariamente por alunos e estudantes da Universidade Católica de Leuven.
quarta-feira, 11 de julho de 2012
Ayes del Destierro
¡Cuán triste es, Dios mío;
La vida sin ti!
Ansiosa de verte
Deseo morir.
Carrera muy larga
Es la de este suelo,
Morada penosa,
Muy duro destierro.
¡Oh dueño adorado,
Sácame de aquí!
Ansiosa de verte
Deseo morir.
Lúgubre es la vida,
Amarga en estremo;
Que no vive el alma
Que está de ti lejos.
¡Oh dulce bien mío,
Que soy infeliz!
Ansiosa de verte
Deseo morir.
Oh muerte benigna,
Socorre mis penas!
Tus golpes son dulces,
Que el alma libertan.
iQue dicha, oh mi amado,
Estar junto a Ti!
Ansiosa de verte
Deseo morir.
El amor mundano
Apega a esta vida;
El amor divino
Por la otra suspira.
Sin ti, Dios eterno,
¿Quien puede vivir?
Ansiosa de verte
Deseo morir.
La vida terrena
Es continuo duelo;
Vida verdadera
La hay sólo en el cielo.
Permite, Dios mío,
Que viva yo allí.
Ansiosa de verte
Deseo morir.
¿Quien es el que teme
La muerte del cuerpo,
Si con ella logra
Un placer inmenso?
¡Oh, sí, el de amarte,
Dios mío, sin fin!
Ansiosa de verte
Deseo morir.
Mi alma afligida
Gime y desfallece.
Ay! ¿Quien de su amado
Puede estar ausente?
Acabe ya, acabe
Aqueste sufrir.
Ansiosa de verte
Deseo morir.
El barbo cogido
En doloso anzuelo
Encuentra en la muerte
El fin del tormento.
iAy!, también yo sufro,
Bien mío, sin ti.
Y Ansiosa de verte
Deseo morir.
En vano mi alma
Te busca, oh mi dueño!;
Tu siempre invisible
No alivias su anhelo.
iAy!, esto la inflama
Hasta prorrumpir:
Ansiosa de verte
Deseo morir.
iAy!, cuando te dignas
Entrar en mí pecho,
Dios mío, al instante
El perderte temo.
Tal pena me aflige
Y me hace decir:
Ansiosa de verte
Deseo morir.
Haz, Señor, que acabe
Tan larga agonía,
Socorre a tu sierva
Que por ti suspira.
Rompe aquestos hierros
Y sea feliz.
Ansiosa de verte
Deseo morir.
Mas no, dueño amado,
Que es justo padezca;
Que expíe mis yerros,
Mis culpas inmensas.
iAy!, logren mis lágrimas
Te dignes oír
Ansiosa de verte
Deseo morir.
Santa Teresa de Ávila
La Poesia de Santa Teresa
1975, ed. Biblioteca de Autores Cristianos
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Santa Teresa de Ávila
Maldito
Dentro de seis meses o mais tardar, ou se calhar amanhã, estarei cego. É a minha triste, triste vida que continua.
Os que me puseram no mundo hão-de pagar-mas, dizia eu comigo antigamente. Até hoje ainda não pagaram. Porém, eu agora tenho de apartar-me dos meus dois olhos. A sua perda definitiva há-de livrar-me de atrozes sofrimentos, é tudo o que se pode dizer. Uma manhã terei as pálpebras cheias de pus. Depois é só o tempo de fazer inutilmente algumas experiências com nitrato de prata, e acaba-se com eles. Há nove anos, a minha mãe disse-me: «Preferia que não tivesses nascido».
Henri Michaux
trad. Margarida Vale de Gato
As Minhas Propriedes in Antologia
1999, ed. Relógio d'Água
pintura do autor
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A infância! Esse musical falar. De morte.
Falas de amor.
Não conheço tal cadência,
nunca estive completa,
nunca teve forma
a forma servilíssima da forma.
E quem a nota? «Não te amo, quero-te
com o furor cego que o sangue me devora?»
Não conheço essa gota _devocional_
de um verso em rima.
Preparavas a mesa, o pão
de cego oiro _gramaticais acentos
de vertigem,
mas havia o som agudíssimo das trevas
e grave, com ternários, se medindo.
Repara!, no altar em que tocámos a súplica
pungentíssima do vinho.
Iam assim correndo, sem abrandar, Eysinga,
na musical execução do trecho,
cravos _nuances
de pianos e piedades,
cordas de desprezo: martelos de ignonímia.
Não conheço essa cova
que ao dares-me vida, honraste
a doce perdição da minha morte e só por isso,
ó meu lugar deserto de erros, míseras
generosidades _cordas, linhas,
compaixão sem paixão,
meu canto breve o corpo,
pois tê-lo enchido de desprezo nobre
foi infantil recuperá-lo enigma.
Eduarda Chiote
Branca Morte
1994, ed. &etc
desenho de Jorge Pinheiro
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Canção para o dia de hoje
The Black Box Revelation: High on a Wire (Do álbum 'Silver Threats', 2010)
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Algumas 'Irreflexões'
Deus é um deus cinzento
que não se manifesta
Deus é. Mas só existe
quando se manifesta em mim.
Não há comunicação.
A pessoa que morre separou-se.
É pouco a pouco
que os mortos se separam.
Não são vários. É um único
permanente.
Escrever: forma de ir resistindo.
O amor: continuação nos outros
de nós mesmos.
Eis que o corpo é o único templo
verdadeiro
Yvette K. Centeno
Irreflexões
1974, ed. Ática
desenho de Robbert van Wynendaele
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Yvette K. Centeno
terça-feira, 10 de julho de 2012
Norah Jones: Little Broken Hearts
E A VIDA CONTINUA
'Come Away with Me' foi um fenómeno em 2002. Oito Grammies, incluindo os de todas as categorias principais, a aprovação da crítica e a adesão do público deram a Norah Jones uma estreia como poucos músicos verdadeiramente tiveram. No ano anterior, dera-se um fenómeno semelhante, 'Songs in A Minor' de Alicia Keys, que teve praticamente o mesmo impacto que o álbum de Norah Jones.
Em 2003 Alicia Keys lança o seu segundo álbum, 'The Diary of Alicia Keys' e em 2004, Norah Jones edita o seu segundo álbum, 'Feels Like Home'. Acontece que, após um início assinalável que ambas tiveram, ambas produziram álbuns relativamente menos conseguidos. No caso de Norah, ainda que em 'Feels Like Home' encontrássemos boas canções, sentíamos acima de tudo a pressão de lançar um segundo álbum depois do estrondo do primeiro.
É a partir do terceiro álbum que realmente Jones e Keys começam a diferenciar os seus percursos. Alicia Keys, apesar da voz invulgar e da facilidade em compor, após 'Songs in A Minor' tem, até hoje, produzido acima de tudo álbuns mornos, que não trazem, no fundo, nada de novo.
Em 2007, Norah lança o seu terceiro álbum. Era premonitório o título 'Not Too Late'. De facto, ainda não era demasiado tarde para recuperar, e este álbum, mudando consideravelmente de direcção, era o regresso que esperaríamos de Norah Jones após um álbum como 'Come Away With Me' e assim ficávamos esclarecidos: o álbum de estreia não tinha sido só fogo-de-vista.
Se 'Not Too Late' o afirmou, 'The Fall' (2009 -de que falei aqui.) veio confirmá-lo em força. Era um álbum perfeitamente conseguido, polido e distanciado daquela imagem inicial que se tinha de Norah, de que fazia música serena e baixinha, que inclusivamente lhe valeu a alcunha de Snorah Jones.
Esperámos três anos pelo quinto álbum de originais de Norah. Em Abril deste ano, chega-nos, finalmente, 'Little Broken Hearts'. E aquilo que, acima de tudo, fica provado neste quinto álbum é que, realmente, Norah Jones é daquelas cantoras que nunca nos cansamos de ouvir, porque, excepção feita para o segundo álbum, consegue sempre surpreender-nos sem ser infiel ao seu projecto musical e consegue criar canções que realmente nos comovem ao ponto de nos deixar sem respiração, mas sem nunca ser lamechas, nem previsível, nem de mau-gosto.
Inteiramente composto por Norah e por Brian Burton (Dos Gnars Barkley.), 'Little Broken Hearts' centra-se acima de tudo em ideias ligadas a separações amorosas, lutos e na descoberta de que a vida é ainda possível. O próprio título é bastante subtil, pois tratando os corações partidos como se fossem brinquedinhos, acaba por desdramatizar a ideia de uma ruptura, e este álbum está longe de ser deprimente. Bem pelo contrário, parece orientado para abraçar as nuances de country e de um certo pop que já iam dando sinais no terceiro e no quarto álbuns, mas mantendo sempre a inclinação para o jazz que, desde o início, tem sido a marca essencial de Norah.
Canções como Goodbye ou 4 Broken Hearts são prova precisamente disto. Estas canções são exemplos de como, neste álbum, a voz de Norah, mais do que nunca, encontra uma perfeita combinação entre as melodias e as letras e a própria tonalidade da voz que, sendo bastante expressiva e versátil, continua a inserir-se melhor em canções melancólicas mas, de alguma forma, contidas. Aliás, muitas destas canções parecem funcionar quase como segredos que Norah contasse a alguém, ou até diálogos de si para si, acabado por se tornar extremamente intimista, como vemos acontecer em Take it Back, Little Broken Hearts ou Miriam, sendo que esta última abre até espaço para um certo storytelling que por vezes ia realmente acontecendo nas canções de Jones.
Outro aspecto que deve ser assinalado neste álbum é o da sua simplicidade. É gravado como trabalho de uma banda e é pouco dado a extravagâncias. Assim, o som acaba por ser bastante homogéneo, sem por isso abdicar de ter várias texturas, que o impedem de se tornar aborrecido. Para este efeito, compare-se uma canção melancólica como Take it Back com outra mais irónica como Goodbye (Aliás uma das melhores letras do álbum.) ou com outras mais expeditas como Out on the Road ou Happy Pills.
Em relação aos outros álbuns, este representa, mais do que nunca, a tentativa, bem sucedida, de uma coesão interna, que passa pela banda fixa e por todas as canções serem compostas pelos mesmos autores, ao contrário do que tem acontecido até aqui. Aliás, relembremos que para o seu primeiro álbum, Norah havia composto apenas três das catorze canções que o integravam, e se é facto que, à medida que o tempo foi passando, Norah se foi afirmando cada vez mais como autora, neste álbum parece ter assumido mais do que nunca esse papel, o que talvez tenha contribuido para a adequação que se faz sentir da música à interpretação. E, ainda comparando 'Little Broken Hearts' com os seus predecessores, é de notar que, ainda mais do que em 'The Fall', se sente uma inclinação para a guitarra, ao contrário da fase inicial, em que as canções eram essencialmente construidas em torno do piano.
Mais ainda, assinale-se que, neste álbum, Norah parece correr alguns riscos que, de certa forma, lhe poderão abrir possibilidades para o futuro. É o caso de canções como All a Dream e I Don't Wanna Hear Another Sound, em que se sente uma ambiência ligada ao low-rock, com qualquer coisa de Morphine e que de todo não é despropositada aqui. E diga-se que Norah se insere muito bem neste estilo, que, sendo ligeiro, passa um pouco pelo sobressalto, estando nesta dualidade a dificuldade para o intérprete. E, claro, Norah não tem problemas em deixar a banda brilhar sozinha, havendo neste álbum vários solos, sendo os destas canções dos mais belos. Aliás, já para o final do álbum, tem interesse recordar o início, e ao compararmos uma canção como I Don't Wanna Hear Another Sound com a primeira, Good Morning, mostra-nos como, neste álbum, as canções estão realmente pensadas de maneira a formarem uma sequência, acabando por o todo ser uma espécie de história que se conta, não só pelas palavras, mas pela própria tonalidade das canções.
Somados os factores, 'Little Broken Hearts' é um regresso muito digno para Norah Jones e prova-nos que cada vez mais Norah vai melhorando o seu projecto e se vai tornando uma artista madura e de rara densidade. Quer seja um relato de um luto, quer seja um elogio da solidão, este álbum é realmente dos melhores de Norah e, não fossem as provas dadas até hoje da sua capacidade musical, dir-se-ia que este é difícil fazer melhor.
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Norah Jones
O spectabiles viri / Antiphon for Patriarchs and Prophets
Spectacular men! you see
with the spirit's eyes,
piercing the veil.
In a luminous shade you proclaim
a sharp living brightness
that buds from a branch
that blossomed alone
when the radical light took root.
Holy ones of old! you foretold
deliverance for the souls
of exiles
slumped in the dead lands.
Like wheels you
spun round in wonder as you spoke
of the mysterious mountain
at the brink of heaven
that stills many waters, sailing
over the waves.
And a shining lamp
burned in the midst of you!
Pointing,
he runs to the mountain.
Hildegard von Bingen
trad. Barbara Newman
desenho de Edward Burne-Jones
Jan van Ruusbroec
Místico flamengo do século XIV, nascido em Ruusbroec, perto de Bruxelas, autor de textos essenciais da teologia medieval, como 'Os Esposos Espirituais', 'O Livro da Pedra Brilhante', 'O Livro da Suprema Verdade' e 'O Livro das Doze Beguinas'.
(Apesar de ser autor de relevância tanto para a teologia quanto para a literatura, nenhuma obra sua existe ou existiu alguma vez em Portugal.)
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jan van ruusbroec,
Livros
Machiavelli sobre Cesare Borgia
Apenas poderá ele [Cesare Borgia] ser censurado na criação do pontífice Júlio, na qual se lhe vê eleição desacertada; porque, como disse, não podendo fazer um papa a seu gosto, poderia evitar que um qualquer cardeal o fosse, e nunca deveria consentir que ascendesse ao papado qualquer um daqueles a quem tinha ofendido, ou que, uma vez papas, viessem a temê-lo. Porque os homens ofendem ou por medo ou por ódio.
Niccolo Machiavelli
O Príncipe
trad. Carlos Eduardo Soveral, Guimarães editores
(Na imagem, retrato de Cesare Borgia por autor anónimo.)
segunda-feira, 9 de julho de 2012
domingo, 8 de julho de 2012
quinta-feira, 5 de julho de 2012
terça-feira, 3 de julho de 2012
segunda-feira, 2 de julho de 2012
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