Dormia nos séculos, na obra (o azulejo), quarta-feira, 26 de janeiro de 2011
Na Insónia Vivem
Dormia nos séculos, na obra (o azulejo), terça-feira, 25 de janeiro de 2011
Lost Days

What were they, could I see them on the street
Lie as they fell? Would they be ears of wheat
Sown once for food but trodden into clay?
Or golden coins squandered and still to pay?
Or drops of blood dabbling the guilty feet?
Or such spilt water as in dreams must cheat
The throats of men in Hell, who thirst alway?
I do not see them here; but after death
God knows I know the faces I shall see,
Each one a murdered self, with low last breath.
‘I am thyself, — what hast thou done to me?’
‘And I—and I—thyself,’ (lo! each one saith,)
‘And thou thyself to all eternity!’
segunda-feira, 24 de janeiro de 2011
Pinturas de Elizabeth Eleanor Siddal










domingo, 23 de janeiro de 2011
sábado, 22 de janeiro de 2011
Hanging Wall

segunda-feira, 17 de janeiro de 2011
quinta-feira, 13 de janeiro de 2011
O Mês de Dezembro 1

e as longas águas sem sossego fogem
e os ossos de dezembro coincidem
e são do inverno estas metamorfoses
não falarei da vida porque a vida
perdidamente triste se sustenta
de surdos pensamentos e desastres
e devagar a luz se lhe estrangula
sempre assim foi esta periferia
da escrita a desfazer-se e é no inverno
que nos olhamos com ferocidade
antes que o tempo devore outros discursos
O Mês de Dezembro e outros poemas
domingo, 9 de janeiro de 2011
Um Soneto

do mais pouco ou quase nada peço
dias há em que o verso pede rima
como este a querer o que estima
e que não direi; pois que a vida
se se sente desordenada
ou em ardor que começa e finda
imprevisível em cada coisa e nada
ninguém assim o determina.
Apenas de quando em quando vestígios
por entre duas cidades, dois rios
um a norte, outro a sul que te imagina
ou balouça ou adormenta se o penso
querer dizer aqui o que não posso
sexta-feira, 31 de dezembro de 2010
A Poesia

sobre uma colcha apenas conseguiram tocar-se
com o choro, mas o cavaleiro não conhecia esse
segredo, nem via que o seu beijo se assemelhava a
uma morte definitiva. Porque tudo nele era matéria
flutuante, não suportava a felicidade. Uma luz
que não morria saía dela, como um barco que
demora séculos a desfazer-se abandonado num
porto, já devorado pelas algas. Por isso, o homem
vestia de novo a armadura e esperava até que,
desaparecido o anjo, solta para a caça, ela voltasse
a ser a presa sem covil, à mercê da sua lança, onde
por suas próprias mãos havia colocado uma insígnia.
A beleza de Elizabeth Eleanor Siddall, pintada por Dante Gabriel Rossetti

quinta-feira, 30 de dezembro de 2010
Travelling III

segunda-feira, 27 de dezembro de 2010
Anges Chus/ Anjos Caídos (fragmentos)

Les anges peuvent s´approcher du soleil sans que leurs ailes fondent.
*
Les anges sont transparents. Sont-ils pour autant invisibles?
*
Les anges ont assité à l'expulsion de l'éden, ont vu les empires naître et crouler, les hommes se faire périodiquement faucher tels des blés, les charniers remplacer le fumier, pousser des moissons de soldats du stylo transgéniques, ont été témoins de la mort des dieux et de la décadence des hommes. Mais leur longévité ne leur sert de rien: les anges sont dépourvus de mémoire.
*
Personne ne sait où vont les anges quand ils meurent. L'homme n'explore l'espace, sous les plus divers pretextes, que dans l'espoir de découvrir le cimetière des anges.
*
Les anges ne font que passer. Comme le temps. Seul le silence s´installe.
*
Qui veut faire l'ange se condamne à la chute.
*
Qui reçoit une feinte d'ange sur la tête doit la prendre comme une bénédiction.
*
On sait qu'un ange peut choir. On ignore si un diable peut s'élever.
*
Les chutes d'anges, comme le pluies d'étoiles, annoncent l'extinction prochaine du ciel.
*
Les anges ne peuvent pas pénétrer en enfer. Ils visitent la terre comme l'antichambre de la damnation.
*
Les démons sont légion. L'armée des anges au ciel a été créée commo mesure de dissuasion. On ne rencontre sur terre que des anges déserteurs. Ils ne peuvent postuler que des postes de gardiens: ils n'ont appris qu'à obéir.
*
Les anges ne craignent pas l'orage. Ils se rient du tonnerre des éclairs. Mais quand dieu se fâche et envoie, au lieu de pluie, des plaies, les anges volent bas.
desenho de Alberto Giacometti
A altura do céu mede-se pela queda dos anjos.
*
Os anjos podem-se aproximar do sol sem que as suas asas derretam.
*
Os anjos são transparentes. Serão para todos então invisíveis?
*
Os anjos assistiram à expulsão do éden, viram impérios nascer e sumir, os homens a serem periodicamente ceifados como milho, as sepulturas a substituir o estrume, plantações de soldados de chumbo transgénicos, foram testemunhas da morte dos deuses e da decadência dos homens. Mas a sua longevidade não lhes serve de nada: os anjos são desprovidos de memória.
*
Ninguém sabe para onde vão os anjos quando morrem. O homem não explora o espaço, sob os mais diversos pretextos, senão na esperança de descobrir o cemitério dos anjos.
*
Os anjos estão só de passagem. Como o tempo. Apenas o silêncio se instala.
*
Quem quer fazer o anjo condenar-se à queda.
*
Recebendo um anjo falso na cabeça deve tomá-lo como uma bênção.
*
Sabemos que um anjo pode cair. Não está claro se um demônio pode ascender.
*
As quedas dos anjos, como as chuvas de estrelas, anunciam o aproximar da extinção do céu.
*
Os anjos não podem entrar no inferno. Eles visitam a terra como antecâmara da condenação.
*
Os demónios são legião. O exército de anjos no céu foi criado como medida de dissuasão. Não reencontramos em terra senão anjos desertores. Eles não podem ter mais que postos de guardiães: não aprenderam senão a obedecer.
*
Os anjos não têm medo da tempestade. Eles riem do trovão do relâmpago. Mas quando Deus fica irado e manda em vez de chuva, pragas, os anjos voam baixo.
Tradução livre de Sadsamson
sábado, 25 de dezembro de 2010
Hélia Correia: Insânia

Olga Gonçalves: Rudolfo
Sobre o Natal

perdura mal cobrindo remendadamente
o solstício do Inverno e os deuses sempre vivos
de cuja falsa morte o mundo paga em crimes,
como em vileza humana, o medo que escolheu
quando ao claror da aurora rósea e livre
de viver como os deuses e com eles
preferiu a lei e a ordem projectadas
na sombra em sombras da caverna obscura
e desejou o mal em preço de ser-se homem —
tudo o que em milhares de anos é tribal
congrega-se feliz num doce rebolar-se
da traição de que fomos contra a vida.
Tão vil que levou séculos a inventar
um deus assassinado para desculpá-la,
e fez dele o comércio das famílias
que cortam no peru as raivas de existirem,
beijando-se visguentas, comovidas,
tal como têm babado os pés dos deuses,
ah não eles mesmos mas imagens vãs
que não resplendam da grandeza humana.
Alguma vez teremos o dinheiro
para comprar de novo o Paraíso,
em vez de prendas para o sapatinho?
O Paraíso aqui — aquele que venderam
no começar do mundo. E que nos trocam
por outros no futuro ou nos aléns,
agora, aqui, aberto a todos, claro
- um sol sem fim nos bosques ou nas praias,
uma nudez sem morte nos corpos sem alma.
Talvez que o só vejamos por um instante
naquele espaço-tempo entre morrer
e o ficar morto para os antropófagos
dos deuses e dos homens, hóstia ou ossos.
Entretanto, senhoras e senhores, as Boas Festas.
sexta-feira, 24 de dezembro de 2010
I´m Coming Home

mas não toma a direcção da morte: ela esteve aqui
desde o princípio, uma vocação adormecida
debaixo do estuque.
A manhã nasce viciada nos brandos venenos
que os móveis destilam, haverá pombas
sobre o parapeito, o senhorio arrastará o chinelo
sob um eco que caminha pelo tecto.
Nada poderá perturbar a fluência da penumbra
nos cantos para onde se varre a casa
aos domingos. A pele respira tenuamente mas não posso falar
em tristeza. Este é o meu endereço, um lugar composto
para a submergência.
Poema

dum romance que li no avião
até à cidade onde me esperava
o teu amigo.
Tinha sido ontem.
Ninguém sabia ao certo, os andaimes
ao alto dos andares, talvez findasses
antes de bater no chão.
O cabelo loiro rasgado de sangue.
Um miserável vapor o corpo vai.
Um grau inferior e rutilante
findara.
Nunca mais sigo a teu lado
na ferida da adolescência.
Volto os olhos para o nome dos barcos,
a colina com árvores baixas,
sombras de mulheres com cestos,
gaivotas pousadas no armazém.
O lençol com que te taparam
leva contigo
a maldição dos movimentos reais.
Não te vás embora.
Aquele inverno foi o mais feliz,
pela primeira vez tinha uma lareira,
vinha a voz aceitadora do teu pai
trazer-me de manhã duas laranjas,
as galinhas no quintal a comer milho,
a lua sobre o mar no espelho da sala.
A solitária vida e o teu amigo
diziam-me para entrar naquele bar
com músicas de ninguém.
Estrada de Fogo
sobe a colina, passa diante
de musgosos muros e desce
para nenhum sopé;
encurva, na abstracta encruzilhada;
apaga-se, na realidade. Morre
como o rastilho do fogo,
que de campo em campo aberto
seguia, e ao bater na mágica cancela
dobrava a chama, para uma respiração,
e deixava o caminho do portal
incólume e iniciado.
Cena 6- Transgressora

Balance

this is the great escape
from a life that tried to mould you
and the lie it sold you
what would you do?
what wouldn't you do?
what would you do?
what wouldn't you do?
what would you do?
what wouldn't you do?
did you try to reason why
look yourself in the eye
what you are is all you have been
what will be is all you do now
what would you do?
what wouldn't you do?
what would you do?
what wouldn't you do?
what would you do?
what wouldn't you do?
spill a tear as your sense of self slowly
melts away
melts away
melts away
until death's mirror reflects
the meaning of our lives
we wander aimless and mesmerised
as the fear starts to rise.
quinta-feira, 23 de dezembro de 2010
(Mais) Duas Grandes Cenas de Um Musical
Chicago, de Rob Marshall, vencedor do Oscar de Melhor Filme do Ano
"When You´re Good To Mama", brilhantemente interpretado por Queen Latifah, no papel de guarda da prisão de mulheres assassinas.
"Cell Block Tango", onde as prisioneiras explicam como mataram os respectivos maridos, conta com a interpretação de, entre outras, Catherine Zeta-Jones, no papel principal
Guevara I

quarta-feira, 22 de dezembro de 2010
Canção Para o Dia de Hoje
The Cinematic Orchestra: To Build a Home
sábado, 18 de dezembro de 2010
quarta-feira, 15 de dezembro de 2010
A Lume II

sábado, 11 de dezembro de 2010
Novas Cartas Portuguesas


Maria Isabel Barreno, após várias participações em volumes colectivos de estudos, que não raro já incluiam análises à condição da mulher portuguesa, estreara-se no romance apenas em 1968, com "De Noite as Árvores São Negras", a que se seguira, em 1970 "Os Outros Legítimos Superiores".
Maria Teresa Horta estreara-se bastante mais cedo, em 1960, com o livro de poesia "Espelho Inicial". Passara já pela Poesia 61, pela colecção Pedras Brancas e fôra uma das autoras "efectivas" na Guimarães editores, no tempo da Colecção Poesia e Verdade. O seu primeiro romance, "Ambas as Mãos Sobre o Corpo", viera a lume em 1970, e em 1971, "Minha Senhora de Mim", um livro de poemas, levanta graves problemas à pide, por abordar de forma muito directa a sexualidade feminina.
Maria Velho da Costa, entre traduções, artigos e estudos, publica o primeiro romance em 1966, "O Lugar Comum". Mas seria "Maina Mendes", de 1969, que projectaria Maria de Fátima Bivar Velho da Costa para o reconhecimento, merecido, de uma das obras de prosa mais importantes do século.
Para a edição, uma outra grande mulher se lhes junta. Natália Correia, poeta, romancista, ensaísta e directora do conselho de leitura da Estúdios Côr é a única que se arrisca a dar o nome pelas escritoras que passariam a ser conhecidas como As Três Marias.
Acrescento que o "grupo" das Marias sofreu posteriormente uma cisão, com a "demarcação" de Maria Velho da Costa. Ainda que as três tenham seguido por obras individuais muito específicas, as "Novas Cartas Portuguesas" continuam a ser uma referência obrigatória para analisar a obra e o pensamento de Maria Isabel Barreno, de Maria Teresa Horta e de Maria Velho da Costa.terça-feira, 7 de dezembro de 2010
José e Pilar de Miguel Gonçalves Mendes


segunda-feira, 6 de dezembro de 2010
Um Ritmo Perdido

Um ritmo perdido...
A Rede Social de David Fincher
quinta-feira, 2 de dezembro de 2010
terça-feira, 23 de novembro de 2010
O Conceito de Arranha-Céus e "Metropolis" de Fritz Lang: Algumas Aproximações
A ideia do arranha-céus, apesar de, em Arquitectura, ter sido concretizada apenas a partir do século XIX, tem uma origem bem mais recuada.
A título de exemplo, penso que não será despropositado referir a mitologia egípcia, e especificamente, o caso de Geb e Nut, filhos de Rá e pais de Ísis e Osíris. Ao enfurecerem o pai com o seu romance, foram por ele castigados, e condenados à separação. Assim sendo, é frequente que a representação destes dois deuses se faça desenhando Geb deitado no chão, com as costas curvadas e o pénis erecto, tentando, sem sucesso, penetrar Nut, representada no lugar do céu, em posição de cúpula, apoiada pelos braços e as pernas.

Ainda relativamente ao Egipto Antigo, é de referir que aí se construiu aquele que se pode considerar o edifício dos antípodas do Arranha-Céus: as Grandes Pirâmides de Gizé, com 146 metros de altura, cerca de 2560 a.C., altura que até ao séc. XIV d.C. não foi ultrapassada.
Esta ideia parece-me ganhar alguma relevância mais quando lembramos que, ainda actualmente, não há uma altura mínima que distinga o arranha-céus. Se o critério é que o edifício, habitável, claramente se destaque do skyline da cidade em que está implantado, então certamente as Pirâmides de Gizé poderiam ser arranha-céus, não fosse o facto de serem túmulos, e não habitações.
Nas cidades medievais, o skyline era bastante irregular, e não era raro encontrarem-se casas altas, ou mesmo torres, como as duas Torres de Bolonha (séc. XII), normalmente edificadas por famílias abastadas, uma vez que uma habitação que se destacasse, neste caso pela altura, das restantes, não deixava de ser um sinal de Poder e de abastança.

Assim sendo, é o edifício Wainwright, em St. Louis (Missouri), dos arquitectos Louis Sullivan e Dankmar Adlen aquele que se considera o primeiro verdadeiro arranha-céus, concluído em 1891, a nove anos do final do século XIX.
Ainda antes do final do século XIX, assistimos a uma certa quantidade de edifícios de altura invulgar ser edificada nas cidades de Chicago, New York e Londres. Nesta última, a construção de vários arranha-céus desagradou à Rainha Victória, que lançou vários regulamentos sobre a altura-limite das construções, que, na sua maioria, vigoraram até aos anos 50.
Então, desde a última década do século XIX e um pouco por todo o século XX, veremos o arranha-céus tornar-se uma tipologia comum e recorrente, ao ponto de, a certa altura, podermos ficar com a impressão de que a sua construção chega a constituir uma verdadeira competição. Essa competição, evidentemente, é pela construção do edifício mais alto do mundo.



Além da corrida pelo recorde de altura, a construção de todos estes edifícios permite-nos também traçar já algumas características comuns do arranha-céus. Exemplo disso são a utilização de estruturas de ferro, mais capazes de aguentar a sobreposição de andares, a predominância do vidro nas fachadas, e, no caso dos edifícios de 1930 e 31 acima referidos, é de notar que ambos terminam com espigões, reforçando a ideia de que se trata de um “arranhão” ao céu.
2.
“Metropolis” foi um dos filmes mais aclamados de Fritz Lang. Ele é resultado directo de uma viagem de Lang aos Estados Unidos, mas recusa qualquer um dos resultados mais taxativos, preferindo metamorfosear o que viu da América no seu estilo expressivo e meticuloso,a que não é estranha a influência do expressionismo alemão, e também a influência das artes plásticas. Nestas, se a Arquitectura é a mais evidente, não pode deixar de se ver a influência da pintura abstracta e da pintura futurista, através das morfologias visuais e das noções de movimento.
Sobre a influência do Futurismo, as referências são incontáveis. O fascínio pela máquina, pela tecnologia e pelo frenesi são características incontornáveis para este tempo (O próprio Fernando Pessoa, em Portugal, a elas cedeu.), mas específicas para este movimento artístico específico, como demonstram as pinturas de Marinetti e algumas das pinturas de Marcel Duchamp.
Mas, apesar de tudo isto ter peso no filme de Lang, é justo dizer que foi através da Arquitectura que ele conseguiu expressar as suas impressões da América. De facto, quando nos apresenta a sua metrópole moderna e evoluída, o elemento que primeiramente nos dá indícios de estarmos perante uma cidade futura é a imagem dessa cidade, da sua construção.
O que vemos são edifícios de grande escala, construidos essencialmente em altura. Ao vermos as pessoas que passam, temos ainda maior consciência da escala quase megalómana desta metrópole.
Numa primeira observação, poderíamos entender que é através da grandiosidade ou da escala que Lang nos dá uma noção de modernidade. Mas à medida que o filme avança, avançamos nós também na nossa percepção desta cidade. É assim que entendemos que toda aquela imensidão não é só indício de avanços tecnológicos. Esta metrópole é também habitáculo de um sem-número de pessoas, que ali vivem extremamente concentradas. A relação com a experiência da viagem à América parece-me aqui realmente nítida. Porque, entre toda a euforia daquela cidade (construida e vivida), Lang consegue dar também uma impressão de como ela pode ser irrelevante e de como é possível nela estar-se absolutamente só. Esta dicotomia tem sido tema dos mais variados projectos artísticos, de que refiro a título de exemplo o díptico “66 Scenes From America” (1982) e “New Scenes From America” (2003) de Jorgen Leth.
Efectivamente, os cenários são uma parte crucial de “Metropolis”, pois todo o enredo teria uma resistência menor sem eles. E não só estes cenários constituem uma base para o enredo como, isolados, eles são capazes de transmitir também uma mensagem.
Na primeira parte deste texto, defendi que a ideia de, da terra, conseguir tocar o céu, não era cueva às possibilidades técnicas que permitiram a construção dos primeiros arranha-céus.
Portanto, vendo “Metropolis”, concluo que a grande modernidade que Lang filma não tem tanto a ver com o Homem ser capaz de construir edifícios altos ou “os mais altos”, mas sim em ser capaz de construir para satisfazer os seus desejos mais antigos e aparentemente irrealizáveis.
sexta-feira, 19 de novembro de 2010
Harry Potter and The Deadly Hallows (Part 1) de David Yates