
quarta-feira, 2 de fevereiro de 2011
Poema 2

terça-feira, 1 de fevereiro de 2011
O Sátiro

segunda-feira, 31 de janeiro de 2011
Masters of Horror: The Damned Thing de Tobe Hooper (2x01)
Concretamente, “The Damned Thing”, baseado num conto de Ambrose Bierce, é uma história sobre uma força maligna que possui as pessoas conduzindo-as a brutais homicídios e suicídios. É o que acontece com a família de Kevin Reddle, quando, na noite do aniversário, o pai assassina a mulher e, prestes a matar também o filho, é repentinamente estripado por um ser invisível. Vinte e quatro anos depois, Reddle (Sean Partrick Flanery) é xerife da localidade de Cloverdale, Texas. A sua obsessão pela criatura que terá conduzido o seu pai à loucura levara a mulher, Dina (Marisa Coughland), a separar-se dele, levando o filho que tinham em comum.
Com o aniversário de Kevin a aproximar-se, começam a surgir pela localidade vários suicídios violentos e ataques, sem que a sua origem possa ser determinada.
Tentando entender a origem de tudo, Kevin acaba por abrir uma caixa que pertencia ao pai, para nela encontrar uma série de recortes de jornais, acerca de uma perfuração no solo, feito numa comunidade vizinha, com vista à implantação de uma fábrica. Essa perfuração teria estado na origem de um grande massacre que devastara a população da vila; e nela, teria estado envolvido o avô de Kevin.
Com a força maligna a tornar-se cada vez mais activa e mortífera, Kevin acaba por confrontar-se com os seus fantasmas, ao mesmo tempo que tenta salvar a família e a população da “coisa maldita”. E talvez seja esta a tónica mais interessante do filme.
Falando propriamente, este filme segue, tal como “Dance of the Dead”, o caminho do drama familiar, enquanto palco de problemas e traumas, que originarão mais tarde as situações que o filme em si permite explorar.
Não é raro encontrar-mos em filmes de terror indivíduos como Kevin, incapazes de vencerem os seus medos e a perder, por isso, a sua vida. Mais interessante do que o que nos é contado, no entanto, é, neste filme, o que não nos é contado.
Tobe Hooper parece querer guardar a resolução mesmo mesmo para o fim, e a verdade é que só temos acesso à imagem da “coisa maldita” no final, e sem grande tempo para a fixarmos. O filme evolui com lentidão, e parecemos acompanhar Kevin na sua inércia e no seu vazio, enquanto procuramos as respostas sobre a noite em que ele perdera a sua família.
A questão das forças malignas que tomam as pessoas, como parasitas, não é nova. A título de exemplos, cito “Ghosts of Mars” ou “Prince of Darkness” de John Carpenter; ou “Session 9” de Brad Anderson. Tratando-se de uma premissa por assim dizer “vulgar”, a única hipótese de salvação para o filme de Hooper seria a explicação da origem dessa força, e parece-me que, nesse aspecto, Hooper é bem sucedido.
Se há alguns aspectos negativos a comentar, eles parecem-me quase cosméticos. Por exemplo, no início, são muito realistas os efeitos especiais quando o pai de Kevin é esventrado; mas, no final, a figura da “coisa maldita” é tão nitidamente digital que é quase como se os operadores nem tentassem disfarça-lo. Isto, além do voz-off que, defendo, só deve existir se fôr mesmo estritamente necessário, o que não é o caso.
No entanto, estas pequenas falhas são compensadas com pequenas subtilezas, que vêm confirmar o olho certeiro e treinado para a estética do grotesco que é o de Tobe Hooper. Como exemplo, deixo a cena que mais me impressionou, a do suicídio de um homem que desfigura o próprio rosto com um martelo. Os planos utilizados para filmar essa cena em particular merecem, por si só, que se veja “The Damned Thing”.
domingo, 30 de janeiro de 2011
Prova da Existência da Alma
Berlusconi com telhados de vidro
sábado, 29 de janeiro de 2011
Lacrimatória 2

39.

Baionetas consagraram túmulos degredos.
Morcegos presidiram rituais secretos,
como se f'ossem únicos senhores do tempo.
Mas num momento simples limiar tangente
nasceu outra manhã encantatória e branca :
a cidade era nova vigorosa e tanta,
que extravasou seus muros e chegou aos campos
onde acordou os homens duros que na sesta
retemperavam forças para seus fazeres.
E aí foi que se ouviu um restolhar de gente
pois do frescor da cal chegaram as crianças
que atrelaram carroças a muares em espanto,
levando os homens dentro e as mulheres à frente.
Anathema: We're Here Because We're Here


sexta-feira, 28 de janeiro de 2011
Poe-Mas-Com-Sentidos 13

quinta-feira, 27 de janeiro de 2011
Mola da Roupa
durante algum tempo.
Sofro de vertigens, por isso
intimidava-me olhar para baixo,
o pátio vazio, restos de flores secas.
Um prédio com dez andares
e ele tinha logo que viver no último,
tendo como horizonte o mar
de terraços e antenas parabólicas.
Quando, chegado com a roupa
da máquina de lavar,
pega em mim,
de suas mãos eu deslizo para o chão.
Apressado, em vez de me apanhar
imediatamente, escolhe outra;
no final, atira-me para o cesto
de verga.
Não é que seja particularmente ardilosa,
mas verdade seja dita, preferia ser
mola de rés-do-chão,
dessas que faça sol ou chuva
sempre prendem a roupa numa corda
estendida no pátio.
O destino quis-me feita de plástico,
com um coração inclinado à melancolia.
Tenho, no entanto, como divisa
antes quebrar que torcer.
Sonho com o dia em que nas mãos da criança
serei um comboio.
quarta-feira, 26 de janeiro de 2011
Na Insónia Vivem
Dormia nos séculos, na obra (o azulejo), terça-feira, 25 de janeiro de 2011
Lost Days

What were they, could I see them on the street
Lie as they fell? Would they be ears of wheat
Sown once for food but trodden into clay?
Or golden coins squandered and still to pay?
Or drops of blood dabbling the guilty feet?
Or such spilt water as in dreams must cheat
The throats of men in Hell, who thirst alway?
I do not see them here; but after death
God knows I know the faces I shall see,
Each one a murdered self, with low last breath.
‘I am thyself, — what hast thou done to me?’
‘And I—and I—thyself,’ (lo! each one saith,)
‘And thou thyself to all eternity!’
segunda-feira, 24 de janeiro de 2011
Pinturas de Elizabeth Eleanor Siddal










domingo, 23 de janeiro de 2011
sábado, 22 de janeiro de 2011
Hanging Wall

segunda-feira, 17 de janeiro de 2011
quinta-feira, 13 de janeiro de 2011
O Mês de Dezembro 1

e as longas águas sem sossego fogem
e os ossos de dezembro coincidem
e são do inverno estas metamorfoses
não falarei da vida porque a vida
perdidamente triste se sustenta
de surdos pensamentos e desastres
e devagar a luz se lhe estrangula
sempre assim foi esta periferia
da escrita a desfazer-se e é no inverno
que nos olhamos com ferocidade
antes que o tempo devore outros discursos
O Mês de Dezembro e outros poemas




