sexta-feira, 25 de julho de 2008
2 daquelas músicas
quinta-feira, 24 de julho de 2008
videos imperdíveis
Marilyn Manson: The Nobodies
álbum: Holy Wood (In The Shadow Of The Valley Of Death), 2000, realizador: Marilyn Mason, Paul Fedor
Placebo: Taste In Men
álbum: Black Market Music, 2000, realizador: Barbara McDonough
The Gift: 11:33
álbum: AM-FM, 2005, realizador: Danny Passman
Muse: Supermassive Black Hole
álbum: Black Holes and Revelations, 2006, realizador: Floria Sigismondi
Massive Attack: Inertia Creeps
álbum: Mezaninne, 1998, realizador: WIZ
Bjork: Who Is It?
álbum: Medulla, 2004, realizador: Dawn Shadforth
Tori Amos: Cornflake Girl
álbum: Under The Pink, 1994, realizador: Tori Amos e Nancy Bennet
Radiohead: Idioteque
álbum: Kid A, 2000, realizador: Dilly Gent
Blind Zero: Shine On
álbum: The Night Before and a New Day, 2005, realizador: Rui de Brito
Christina Aguilera: Fighter (ok, a música pode não ser nada de especial, mas o vídeo é, e ela tem uma excelente voz.)
álbum: Stripped, 2002, realizador: Floria Sigismondi
Portishead: Sour Times
álbum: Dummy, 1994, realizador: Alexander Hemming
quarta-feira, 23 de julho de 2008
wuthering heights
terça-feira, 22 de julho de 2008
sábado
é a última sessão dos "Encontros com Poetas do Porto" de Fundação Eugénio de Andrade. Desta vez, a convidada é Helga Moreira, de quem deixo um poema, para que apareçam. Ás seis e meia.
queria aqui deixar.
Por exemplo.
Levanto-me cedo, tomo o pequeno almoço
fumo um cigarro, ou quantos?
Depois de pronta desço
das escadas os três lanços.
E logo em baixo café, tabaco, jornais.
Inusitado no poema –
queriam um lírio, uma açucena –
e não coisas tão banais?
sábado, 19 de julho de 2008
quinta-feira, 17 de julho de 2008
amanhã
no Centro Cultural São Mamede, em Guimarães, às 22 horas inaugura a já aqui referida exposição "Elogio do Essencial/E Agora Estamos Aqui" de Isabel Lhano. Façam o favor de aparecer.
terça-feira, 15 de julho de 2008
sábado, 12 de julho de 2008
adília e raoul

sexta-feira, 11 de julho de 2008
por favor
terça-feira, 8 de julho de 2008
Matta Clark
é, afinal, um dos mais originais arquitectos/artistas plásticos na história da Arte. Com um trabalho revolucionário, insólito e definitivamente conceptualista, Matta Clark conseguiu de tudo: desde grandes reações ao que fazia, a ter a polícia atrás de si.
Com um manifesto interesse nas estruturas, na luz e na relação do espaço com o exterior, a obra de Gordon Matta-Clark é única e irrepetível.
Recomendo vivamente a monografia sobre o artista, publicada na Phaidon.
segunda-feira, 7 de julho de 2008
Damião Porto: Circus, Espaço Balizado
"A Maquilhagem do Anão Pichio"
Damião Porto
video da exposição, como de costume com imagens da inauguração e dos trabalhos que integram a exposição.
sexta-feira, 4 de julho de 2008
apenas corpos à flor da terra
Deixem que a noite passe sobre os nossos corpos,
gorda de ventos e manchada de estrelas
a perguntar de novo pelos filhos,
a acenar com asas de aviões distantes,
a abrir luzes fantásticas nas ruas,
a dançar nua e negra como os deuses selvagens.
Seremos indiferentes como espelhos,
solenes como árvores antigas, horizontais, sólidos e surdos
aos seus gritos de guerra e às falsas músicas
que nos possa trazer.
Apenas corpos à flor da terra
sabemos de cor as curvas e os tons, um sinal,
uma rosa entre os dedos, uma cicatriz funda,
um pássaro na testa da nossa geografia
humana e comovente.
Apenas corpos à flor da terra
ao sol nos abriremos de mãos dadas.
quinta-feira, 3 de julho de 2008
2 poemas de Maria Rodrigues Teixeira+ 1 imagem de Heimo Schmidt
FILHA DE DUAS MÃES
Filha de duas mães
adoro vesti-las de igual
tenho andado à tua procura
para te amar
sobre a mesa posta
sem nenhuma vaidade
ensinar-te-ei meu amor
a praticar a caridade
nunca te direi saudade
ligo pouco ao que se diz
mas não levo muito a mal
a ideia de ser feliz
terça-feira, 1 de julho de 2008
as palavras
Imagem: Isabel de Sá
segunda-feira, 30 de junho de 2008
A Ronda da Noite de Peter Greenaway
Certamente uma das mais únicas e emblemáticas do Barroco, a obra de Rembrandt Van Rijn tem inspirado muita da arte que se tem feito posteriormente. Indo ao mais recente apenas, podemos contar o mais recente romance da escritora portuguesa Agustina Bessa Luís, e o novo filme do realizador Peter Greenaway, que partilham o título, “A Ronda da Noite”, título também da obra que os inspirou.
E enquanto que Agustina insere o quadro (Ou uma reprodução.) numa história sua, Greenaway aventura-se a contar a história do pintor enquanto este pinta o célebre e enigmático retrato de grupo, que pode afinal ser também o retrato de um crime e de várias irregularidades (A sombra da mão do personagem central sobre o púbis do homem a seu lado- é preciso lembrar que até há pouco tempo a homossexualidade era punida pela lei.).
A história divide-se essencialmente em dois planos: a execução da “Ronda da Noite” e a vida pessoal de Rembrandt, que se vão fundindo até que o primeiro começa a interferir com o segundo.
No entanto, este não é um filme perfeito, apenas por muito pequenas coisas, problemas que até acabam por nem o ser: primeiro é um filme elitista. Quem não pertencer a este mundo da Arte não terá a mínima hipótese de perceber certas partes do filme, as mais interessantes. E depois, há um excesso de bebés a chorar, como se fossem uma banda sonora, e isso é extremamente irritante.
Por outro lado: apenas uma elite terá interesse pela obra de Greenaway, é um cinema muito intelectualizado e nada imediato. E pode haver quem não se incomode como eu incomodo, pelo choro dos bebés.
Um filme importante para perceber a obra, o tempo, e a pessoa. E mais uma obra-prima de Greenaway.
Veredicto: 19/20
Night Watching (Trailer)
apresentação do filme de Greenaway. Para terem uma pequena ideia, de um filme que recomendo vivamente.
domingo, 29 de junho de 2008
mimetismos
Jesus (a minha antítese, obviamente)
Jim Morrisson (para mim é um elogio)
Comunista (quê? porquê?)
Poeta (ok, fixe)
Anjo Barroco (não sou loiro, nao tenho olhos azuis, nem asas, nem sou redondo)
Trovador (canto muito mal, nao percebo)
sábado, 28 de junho de 2008
ninguém pode deixar
O mais interessante é que eles acham que o estilo emo e a música dos My Chemical Romance e dos Tokio Hotel pode ser perturbador. Só se for porque dá demasiada vontade de rir.
Ainda mais engraçado é que nem os My Chemical Romance nem os Tokio Hotel se consideram emo.
E o vocalista dos TH queixa-se que quando foi á televisão não o deixaram pôr o cabelo no ar... Coitado!
And now that we´re at it, não percam as reportagens que estão a passar nos noticiários das fãs de Tokio Hotel a acampar em frente ao Pavilhão Atlântico, para irem assistir no melhor lugar possível. O clube de fãs do Toni Carreira tem concorrência. E da boa.
Quase tão deprimente como aquele freakshow quando eles cancelaram o concerto da primeira vez.
sexta-feira, 27 de junho de 2008
3 filmes sobre escritores
(1990)



Uma nulidade enquanto escritora e memorável como personagem, Anais Nin não era mais do que uma elegante senhora que escrevia fantasias eróticas, ainda que com uma linguagem a roçar o poético.
Ainda que dela tenhamos apenas histórias desinteressantes como “A Casa do Incesto” ou “Delta de Vénus”, certamente a sua vida terá muito interesse. Assim sendo, não é de estranhar um filme como “Henry and June”.
Maria de Medeiros, no seu primeiro papel fora de Portugal interpreta Anais Nin de uma forma assinalável: tanto pelo físico como pela performance coloca-nos perante uma mulher que em tudo nos surpreende: aparentemente inocente, mas preenchida por desejos e delírios sexuais.
Desejos e delírios sexuais que irá começar a pensar em satisfazer quando conhece Henry, Henry que é Henry Miller, que se cruza com Nin através do marido desta, Hugo, num dos muitos anos que passou a escrever “Trópico de Câncer”.
E é através de Henry que Anais se cruza com June (Interpretada por uma brutal Uma Thurmann.) , por quem se apaixonará quase de imediato.
A premissa, com tudo para ser dramática, evoluiu, tornando-se cada vez mais forte e deixando Nin cada vez mais encurralada, á solta no realizar da sua imaginação.
As personalidades vão então evoluindo e conduzindo uns contra os outros: as frustrações de Miller, a voracidade de Anais, o narcisismo de June, a insciência de Hugo. E nisto, Philip Kaufmann consegue brilhar: filma as cenas com a tensão e o tempo necessário, o sexo com toda a intensidade, os olhares com uma força poética, e as palavras com a importância devida (Tendo em conta que este é essencialmente um filme sobre escritores.).
Mas o que “Henry and June” tem de realmente notável é no retrato absolutamente cru de como a experiência e a vida impulsionam e permitem a arte, muitas vezes em situações que podem, à vista desarmada, ser condenáveis ou sacrílegas, mas que na realidade, são as únicas que realmente movem a criação.
Veredicto: 18/20


Não menos controverso do que Anais Nin, mas certamente por diferentes motivos, Oscar Wilde tinha tudo para ter tido uma vidinha normal: mulher, filhos, talento para escrever, protagonismo e allure. As coisas correram mal quando Wilde descobre que é homossexual, e se inicia numa série de vários engates, que terminam em Lord Alfred Douglas aka Bosie. Por este se apaixona e com este se lança numa vida arriscada (Falamos de um tempo em que a homossexualidade é crime.) que o levará à cadeia, onde passará os mais desgastantes dois anos da sua vida, depois dos quais só sobreviverá mais dois. Alguns destes meses são passados com Bosie.
Veredicto: 17/20
(1995)



quinta-feira, 26 de junho de 2008
Madonna: Hard Candy
Depois de enveredar por uma linha de música mais madura iniciada em “Ray Of Light” em “American Life” e de ter trazido de volta o dancefloor à moda antiga com todo o estilo em “Confessions On a Dancefloor”, Madonna muda de matriz uma vez mais. E se os três referidos álbuns serão três bons exercícios pop, além dos três melhores (Pela ordem em que surgem.) da cantora, este novo “Hard Candy”, se não é o seu pior álbum, será apenas por existir “Erótica”.
Se há razão para louvar Madonna, e a esta ninguém pode fugir, é por nunca ter ido atrás de modas, e ter sempre iniciado ela própria as tendências no universo pop (Por alguma razão é chamada de rainha.). E em “Hard Candy” podemos mesmo falar de uma rainha convertida.
Em vez de ser criativa e de trazer alguma coisa nova á monotonia da música pop, Madonna revela-se Maria-vai-com-as-outras por seguir a muito em voga reminiscência hip-hop em que á pop se acrescentam uns toques de R&B e de funk e pela lista de convidados que apresenta: de Timbaland a Justin Timberlake.
Assim, e numa primeira análise, ouvir “Hard Candy” é ouvir Madonna, mas podia perfeitamente ser ouvir Rhianna ou a mais recente Nelly Furtado. É a mesma estética, a mesma repetição de conceitos destinados ao sucesso de que Madonna, quanto mais não seja, apenas por ser Madonna, já não precisa.
Depois, relativamente ás canções, há que dizer que estas também são, no geral, desinteressantes e algumas mesmo más.
“4 Minutes” é provavelmente a melhor canção, e dispensava completamente Justin Timberlake que não está, basicamente, a fazer nada. Em tudo o resto, a canção não foge ás tendências hip-hop nem ao esforço por ser rádio-friendly, pelo que resulta bem como primeiro single.
“She´s Not Me”, apesar de por vezes roçar uma certa histeria, podia vir de uma fase after-hours de “Confessions On a Dancefloor”, e segue uma linha mais ligada à electrónica.
Sobre “Devil Wouldn´t Recognize You”, idem aspas, apenas se acrescenta que é quase uma balada.
As restantes oito canções não se aproveitam, são de uma imaturidade e predicabilidade inesperadas. Resultarão bem certamente nos tops e nas discotecas da moda, mas não são suficientes para ficar para a história, e não permitem que o álbum seja bom.
Veredicto: 9/20
Madonna- 4 Minutes
video de avanço de "hard candy" com direito a um Justin Timberlake sem justificação
sábado, 21 de junho de 2008
coisas politizadas
I ask you,
sexta-feira, 20 de junho de 2008
a rapaziada
_Ah... Rembrandt, Picasso, Miguel Angelo... You know... The boys...
quinta-feira, 19 de junho de 2008
Awake de Joby Harold
Awake
o trailer, que tem como fundo musical "Breathe Me" de Sia Furler. A música não dá no filme, nem fica grande coisa aqui, mas percebem-se as razões. Para terem uma ideia
quarta-feira, 18 de junho de 2008
apago cigarro atrás de cigarro
Apago cigarro atrás de cigarro
a chávena ainda quente de café,
e o corpo todo á escuta.
No sono entrevi o teu olhar e
ao visitar-te, excessivamente te beijei.
Entre temor, entre comas, os lugares
que habito são apenas pontos
de esquecimento e fuga.
Tenho medo, por vezes, de estar em casa,
outras de sair, não sei o que me persegue
ou persigo, movo-me apenas
por entre odores, escombros, e aflita
com perigos indefiniveis.
Helga Moreira, "Os Dias Todos Assim", 1996
Henri Matisse, "Harmonia em Vermelho", 1908
Sábado
segunda-feira, 16 de junho de 2008
Lídia Jorge: Praça de Londres (Cinco Contos Situados)
Além de uma crítica à mais recente publicação de Lídia Jorge, este texto serve também de resposta a uma crítica à mesma publicada na “Actual” do Expresso de 24 de Maio, que achei particularmente interessante.
Na legenda do dito artigo de Ana Cristina Leonardo, lê-se “Lídia Jorge regressa ao conto. Mas desilude.”
Segundo a crítica da “Actual”, estes “cinco contos situados” deixam “pouco espaço para o sonho e para a imaginação do leitor, dissipada esta pelo moralismo que cada um dos títulos evidencia.” Isto não podia ser mais falso. Não há corte algum com a subjectividade de cada um dos textos, eles são, na realidade, muito susceptíveis de interpretações múltiplas, e deixam, como por norma os contos deixam, lacunas e detalhes por revelar, de forma a que os possamos inventar nós. E quanto a moralismos, não sei o que A.C.L. entende por “moralismo”, não os encontrei, nem neste nem em qualquer outro texto de Lídia Jorge, são, na realidade, relatos de situações e sentimentos muito humanos, com nada de moral nem de amoral. Não escreveu Lídia Jorge “A Última Dona” em que um homem de família se refugia numa estalagem com uma coquine? Não escreveu Lídia Jorge “O Vale da Paixão” em que um homem deserta de casa após ter engravidado uma mulher que casaria com o irmão do desertor?
“E, entre outras, residirá, dessa incapacidade de levar a “estranheza” ás últimas consequências, a razão maior do falhanço” lê-se mais adiante. Desde quando é que uma empregada se dá ao trabalho de guardar cabelos dentro de frascos para saber quando o patrão muda de amante? Desde quando é que gatos engolem anéis?
“Praça de Londres”, que vai acompanhando o crescendo da emoção (Chegando ao delírio, nos possíveis diálogos com a porteira.) da mulher que se depara com uma situação bizarra na rua e tenta segui-la, terminando num anti-climax muito usual no dia-a-dia mais do que na literatura, o que é bom.
“Rue de Rhône” funciona, paralelamente, como história feminista e como crónica das repetidas tentativas do Homem de submeter a si a natureza.
“Branca de Neve” resulta muito bem ao evidenciar a formatação que a vida profissional das pessoas tende a estender-se e ser entendida como lógica de tudo pela própria pessoa (E eu, á porta dos exames e da defesa da Prova de Aptidão Artística percebo isso muito bem, encontro-me muitas vezes a falar de coisas vivenciais como se fossem parte da PAA ou da matéria que estudo.).
“Viagem para Dois” é uma história interessante pela forma como o homem conta á mulher a história que a mulher escreverá mais tarde, tentando dizer-lhe como há-de fazê-lo, deixando a nu aquele que por vezes poderá ser o processo de armazenamento de uma ideia e do descarregar para a página.
Por fim, “Perfume”, baseado no filme “Yol” de Yilmaz Guney, realizador turco a quem a escritora dedica o conto, prima pela forma como é contado, e pela forma como esse contar oscila entre os relatos na primeira pessoa do próprio narrador e pelos relatos das desconfianças da babá. É um conto interessante que não deixa de parecer digno de um romance.
Concluindo, “Praça de Londres” é um conjunto de belíssimos contos de uma escritora que nos mostra cada vez se deslocar melhor no caminho da metáfora e das emoções humanas, caminho que muito bem tem percorrido desde 1980 quando publicou “O Dia dos Prodígios”, ainda que por vezes isso faça com que nem todos a entendam. É uma pena.
Veredicto: 18/20
quarta-feira, 11 de junho de 2008
o quereres

Onde queres revólver, sou coqueiro
E onde queres dinheiro, sou paixão
Onde queres descanso, sou desejo
E onde sou só desejo, queres não
E onde não queres nada, nada falta
E onde voas bem alta, eu sou o chão
E onde pisas o chão, minha alma salta
E ganha liberdade na amplidão
Onde queres família, sou maluco
E onde queres romântico, burguês
Onde queres Leblon, sou Pernambuco
E onde queres eunuco, garanhão
Onde queres o sim e o não, talvez
E onde vês, eu não vislumbro razão
Onde o queres o lobo, eu sou o irmão
E onde queres cowboy, eu sou chinês
Ah! bruta flor do querer
Ah! bruta flor, bruta flor
Onde queres o ato, eu sou o espírito
E onde queres ternura, eu sou tesão
Onde queres o livre, decassílabo
E onde buscas o anjo, sou mulher
Onde queres prazer, sou o que dói
E onde queres tortura, mansidão
Onde queres um lar, revolução
E onde queres bandido, sou herói
Eu queria querer-te amar o amor
Construir-nos dulcíssima prisão
Encontrar a mais justa adequação
Tudo métrica e rima e nunca dor
Mas a vida é real e de viés
E vê só que cilada o amor me armou
Eu te quero (e não queres) como sou
Não te quero (e não queres) como és
Ah! bruta flor do querer
Ah! bruta flor, bruta flor
Onde queres comício, flipper-vídeo
E onde queres romance, rock’n roll
Onde queres a lua, eu sou o sol
E onde a pura natura, o inseticídio
Onde queres mistério, eu sou a luz
E onde queres um canto, o mundo inteiro
Onde queres quaresma, fevereiro
E onde queres coqueiro, eu sou obus
O quereres e o estares sempre a fim
Do que em mim é de mim tão desigual
Faz-me querer-te bem, querer-te mal
Bem a ti, mal ao quereres assim
Infinitivamente pessoal
E eu querendo querer-te sem ter fim
E, querendo-te, aprender o total
Do querer que há e do que não há em mim.
domingo, 8 de junho de 2008
A Sombra do Caçador de Charles Laughton
Veredicto: 19/20
Isto nao é uma música
é uma oração. e aquilo não é um homem, é um deus da guitarra. Os Muse no seu melhor... and our time is running out...
sábado, 7 de junho de 2008
A fantástica
Ana Moura, ao vivo, a cantar "A Sós Com a Noite". Com um enorme talento recentemente (E tardiamente.) descoberto. A música é de Jorge Fernando, que já acompanhou, entre muitos outros, Amália e Mariza.
ontem foi
Há sempre aquela frase da Tori Amos
I´m so sad
Like a good book I can´t pull this
Day back
A sorta fairytale
Felizmente, almocei com tudo a que tenho direito e terminei a noite em beleza no Plano B. Quando se está deprimido e no fim de um ciclo, não há nada como ir para uma sala mal iluminada fingir que se sabe dançar.
sexta-feira, 6 de junho de 2008
Porque Me Traíste Tanto?
quinta-feira, 5 de junho de 2008
woodstock
I came upon a child of god
He was walking along the road
And I asked him, where are you going
And this he told me
I'm going on down to yasgurs farm
I´m going to join in a rock n roll band
I´m going to camp out on the land
I´m going to try an get my soul free
We are stardust
We are golden
And we´ve got to get ourselves
Back to the garden
Then can I walk beside you
I have come here to lose the smog
And I feel to be a cog in something turning
Well maybe it is just the time of year
Or maybe its the time of man
I dont know who l am
But you know life is for learning
We are stardust
We are golden
And we´ve got to get ourselves
Back to the garden
By the time we got to Woodstock
We were half a million strong
And everywhere there was song and celebration
And I dreamed I saw the bombers
Riding shotgun in the sky
And they were turning into butterflies
Above our nation
We are stardust
Billion year old carbon
We are golden
Caught in the devils bargain
And we´ve got to get ourselves
Back to the garden
domingo, 1 de junho de 2008
cronica de uma ruína anunciada
Amy Winehouse volta a fazer das suas no Rock in Rio. Bêbada, afónica, drogada(?), a comer chocolate, a caír e dizer que devia ter cancelado. Assim chega a Lisboa a decadente do momento. É mesmo uma pena. Aqui está um exemplo com "Back to Black".
she´s lost control
Confusion in her eyes that says it all.
She's lost control.
And she's clinging to the nearest passer by,
She's lost control.
And she gave away the secrets of her past,
And said I've lost control again,
And a voice that told her when and where to act,
She said I've lost control again.
And she turned around and took me by the hand and said,
I've lost control again.
And how I'll never know just why or understand,
She said I've lost control again.
And she screamed out kicking on her side and said,
I've lost control again.
And seized up on the floor, I thought she'd die.
She said I've lost control.She's lost control again.
She's lost control.
She's lost control again.
She's lost control.
Well I had to 'phone her friend to state my case,
And say she's lost control again.
And she showed up all the errors and mistakes,
And said I've lost control again.
But she expressed herself in many different ways,
Until she lost control again.
And walked upon the edge of no escape,
And laughed I've lost control.
She's lost control again.
She's lost control.
She's lost control again.
She's lost control.
IAN CURTIS, "She´s Lost Control", para "Unknown Pleasures", Joy Division (1986)
Imagem: FRANCIS PICABIA


















