Video com as peças em exposição e imagens da inauguração onde podem ser vistos artistas já aqui referidos, como Graça Martins ou Isabel Lhano. Com uma belíssima música dos Sigur Ros!
quinta-feira, 21 de fevereiro de 2008
quarta-feira, 20 de fevereiro de 2008
Garlands
I said,
Will you meet me to go, to go, to go?
Washington Square I'm racing there to get you at Noon.
Oh the Nocturne noon.
Isabella on the way there stops me.
I can't stay today.
I'm off in flight towards another light. Rest. Youth.
Washington Square, I meet you there and we go.
And he's on the run. He's on the run
From this walking
Greeting Card and Chloe's kiss,
The Wolf Pit, the Wine Harvest, and Phileda's Lesson
We're not his possession
In winter, trampled flowers in winter,
Lovers. Circus, these Garlands, the Blue Pirouette,
The Marriage, the Mimosas,
Black Sun Over Paris These Garlands,
the Little Swallow,
St. Paul from the window
The half open window.
Eve incurs God's displeasure, displeasure.
Passion. Odysseus and Penelope.
Ulysses and Penelope, the Festival in Hell.
He's on the run. He's on the run
From this walking Greeting Card and Chloe's kiss,
The Wolf Pit, the Wine Harvest, and Phileda's Lesson
We're not your possession
In winter Lovers.
In winter, flowers, trampled flowers.
Lovers. Be of Angels. We lovers.
Circus, these Garlands, the Blue Pirouette,
The Marriage, the Mimosas,
Black Sun Over Paris These Garlands,
the Little Swallow,
St. Paul from the window
The half open window
In winter, the Winged Painter,
The Winged Painter The Winged Painter
Washington Square, let's go see a
Day in May from
The Winged Painter.
de TORI AMOS para o álbum "The Beekeeper" de 2005
terça-feira, 19 de fevereiro de 2008
poema inaugural, 1978
segunda-feira, 18 de fevereiro de 2008
acho assustador pensar que
Normalmente, devido a insónias e a coisas que me exigem muito tempo extra, durmo oito horas. Dessas 24 sobram, portanto 16. Dessas 16, passo 9 e meia nas aulas, por norma (Entre as 8 e 30 e as 6 e 30 com uma hora e meia para almoçar.). Sobram 5 horas. Assumindo que não há muitos testes em breve, só preciso de uma hora para orientar trabalhos, trabalhos de casa e tudo isso. Mesmo assim, já fico com 4. Dessas 4, preciso de uma para jantar. 3 horas.
Era aqui que queria chegar, o dia da minha pessoa tem 3 horas.
Só durante três horas posso dedicar o meu tempo a mim mesmo. Se quiser ir ao cinema, se quiser ir á Fnac ouvir algum álbum, se quiser ir a um concerto, se quiser ir a uma exposição, se quiser parar no café para escrever um pouco, se quiser ir saír com os amigos... tenho 3 horas para o fazer, o que implica, desde já que não possa fazer tudo isto.
É lamentável.
Queria um dia com mais tempo...
sábado, 16 de fevereiro de 2008
Annie Lennox: Songs Of Mass Destruction
Annie Lennox: Dark Road
Primeiro single e introdução do álbum "Songs Of Mass Destruction". Annie Lennox no seu melhor, ou seja, ao vivo...
antes de morrer
de "Devils and Gods" de Tori Amos
"We all need a light to help us going throught the night"
de "Donas de Casa Desesperadas"- segunda época
"Won´t you memorize me,
Take me,
Emphatize and
Be there
To avoid spinning round
Until you found
Won´t you recognize me...?"
Miguel Guedes, "Recognize" para "Trigger" dos Blind Zero
"I´ve been afraid of changing
cause I´ve built my life over you
but time is bolder
children get older
I´m getting older too"
Stevie Nicks, "Landslide" para os Fleetwood Mac
"You start out with whatever your fucked up parents and genes give you. Then, if you see enough shrinks for long enough and get your cocktail right, you can get over yourself - and have a life."
Jeremy Sisto, como Billy Chenowith em "Sete Palmos de Terra"- quarta época
"o quereres e estares sempre a fim do que em mim é de mim tão desigual faz-me querer-te bem, querer-te mal, bem a ti, mal ao quereres assim..."
Caetano Veloso, "O Quereres"
"Socializemos a morte..."
Natália Correia, "Não Percas a Rosa"
"porque os outros se mascaram e tu não"
Sophia de Mello Breyner Andersen, "Porque"
"and under here my dreams are made of water..."
Nick Cave, "Little Water Song" para "Punishing Kiss" de Ute Lemper
"It´s all hard... We just made different choices"
Patricia Clarkson, como Sarah O´Connor em "Sete Palmos de Terra"- segunda época
"we are all so much more complicated than our names..."
Gerard Butler como Drácula em "Dracula 2001" de Patrick Lussier
sexta-feira, 15 de fevereiro de 2008
expressões proibidas
dado que...
está ligado a...
está relacionado com...
não explica
não responde
terça-feira, 12 de fevereiro de 2008
o novo estatuto do aluno
Isto porque, seguindo a estética da referida lei do tabaco, o novo estatuto do aluno é um escândalo. E, se não fosse uma anedota de tão mau gosto, proporcionaria certamente muitas e boas gargalhadas.
Mas, falemos concretamente. Segundo o novo estatuto do aluno, que vem substituir o anterior, de 2002, o aluno deve justificar as suas faltas num prazo de três dias úteis. Começamos já por aqui a ver as feições da estupidez: no secundário, há alunos, de resto com eu, que por estudarem longe de casa, só podem recolher a assinatura do encarregado de educação na justificação aos fins-de-semana. Assim sendo, eu, e todos na minha situação, só podemos faltar na Quinta e na Sexta. Teremos que arranjar algures o número de telemóvel ou o e-mail da constipação e da gripe para lhes dizer que só nos poderão atacar nestes dias.
Também é importante realçar que são aceites justificações por doença (Atestados médicos.), prestação de provas em associações, deveres militares. Quanto aos motivos pessoais, não constam. E, por muito que por vezes os motivos pessoais sejam terminar a conversa que se estava a ter no café, a verdade é que por vezes eles existem efectivamente, mas o Governo acha que os alunos são só isso: alunos, despidos da sua condição de humanos, de problemas pessoais, e da EXISTENTE não capacidade de estar fechado numa sala de aula a deprimir mais com os problemas próprios enquanto alguém debita algo sobre alguma coisa. E as justificações, em grande parte dos casos, revelar-se-ão obsoletas.
Depois, há os conceitos de “excesso grave de faltas” e de “limite de faltas”. O primeiro corresponde a duas vezes o número de aulas semanais. O segundo a três. Falemos de punições: no caso de um aluno atingir o excesso grave de faltas, o Director de Turma contactará o encarregado de educação para o informar. No décimo segundo, o encarregado de educação é o próprio aluno (Quando com 18 anos ou mais.), o que torna ainda mais caricata esta ideia. No caso de atingir o limite de faltas, o aluno será submetido a uma “prova de recuperação” onde constará a matéria leccionada nas aulas que o aluno perdeu. No caso de o aluno passar nesta prova (Obtendo uma classificação superior a 10 valores.) fica o assunto resolvido, no caso do aluno não passar, o Conselho de Turma reúne e decide o que fazer com o aluno: aspectos a ter em conta: a justificação ou não da falta, e a situação do aluno nas outras disciplinas. Das sanções figuram planos de acompanhamento ou a reprovação á disciplina.
As falhas no pavimento: um bom aluno, se achar que consegue, falta ás aulas, estuda a matéria em casa, e vai de vez em quando á escola fazer provas de recuperação, e é avaliado como os outros.
Também lesados, os professores passam agora a trabalhar para os alunos que faltam, quer construindo e corrigindo provas de recuperação com conteúdos muito específicos, quer a, eventualmente, preparar e levar a cabo planos de acompanhamento.
Portanto, Sócrates, esse homem de direita, está mais uma vez a espalhar-se ao comprido. No outro dia, para meu próprio desgosto, tive que dar razão a Vasco Pulido Valente, “se o PS está farto de Sócrates, não é difícil deduzir que o país também está”. De facto. Qualquer pessoa que seja realmente socialista, ou de esquerda, só pode estar farta de José Sócrates e dos seus comparsas. Este é um governo mentiroso no sentido mais literal da palavra, pois, ao ser eleito pelo PS, é um governo de direita, volto a afirmar. Esta nova lei é um ESCÂNDALO, mais uma das tentativas de Sócrates de acreditar que, postumamente, o seu governo será lembrado como um governo que de facto mudou alguma coisa. O que não vai acontecer, creio. Se for lembrado por alguma coisa que não a sua incompetência, será lembrado por ter mudado coisas que na realidade não interessavam a ninguém, e por não ter feito nada pelas causas que realmente interessavam.
Já agora, sobre a demissão de Isabel Pires de Lima, sim, todos percebemos que foi só para Correia de Campos não abandonar o executivo sozinho, mas esperemos que o novo Ministro da Cultura faça algo pela Cultura, em vez de ficar a olhar para o tecto; se bem que a minha crença neste governo está, de momento, nos números negativos, abaixo de zero.
PS: Em 2009 eu já voto, não me vou limitar a escrever umas coisas no meu blog…
O Livro das Trevas de Joe Berlinger
Basicamente, esta é a sequela do bem-sucedido “Projecto Blair Witch”: três estudantes de cinema ingressam em Black Hills, Burkittsville, Maryland, para realizarem um documentário sobre a lendária bruxa de Blair. Desaparecem e, um ano depois as suas filmagens são encontradas. É nessas filmagens que consiste o primeiro filme.
“Book Of Shadows” começa precisamente por admitir que o filme original é ficção, e centra-se na personagem de Jeff Peterson (Jeffrey Donovan), que inicia na Internet a sua viagem “The Blair Witch Hunt” para a qual conta com a inscrição de Stephen (Stephen Barker Turner) e Tristen (Tristen Skyler), um par de escritores a fazerem uma pesquisa para o seu livro sobre histeria colectiva, Ericah (Ericah Leershen) uma aprendiz de bruxa na esperança de comunicar com Elly Kedward (A bruxa de Blair.), e da misteriosa Kim (Kim Director) que, ainda que primeiro diga que veio porque achou “que o filme foi fixe”, acaba por perceber que ali estava porque uma das suas visões a colocava aí.
Ainda que na primeira noite nas ruínas da casa de Rustin Parr as coisas corram bem, quando acordam na manhã, todo o seu equipamento (Câmaras e tripés.), bem como todos os documentos da pesquisa de Tristen e Stephen estão destruídos, tendo sido deixadas apenas as cassetes das tais câmaras, a acrescentar ao facto de cinco horas da noite anterior terem sido apagadas por completo da memória de todos.
Na sequência do aborto de uma das personagens, acabam por se refugiar na casa de Jeff, para, com a ajuda das cassetes perceberem o que havia acontecido.
Nisto não há nada de extraordinário. Uma história normalíssima, dentro do género. Mas o filme não vive muito da sua história: vive primeiramente da revelação gradual das personalidades das pessoas. Nisso está muito bom. Vive também de uma série de imagens fugazes com a sua força psicológica muito bem conseguida (A menina afogada que “aparece” a Tristen no hospital, por exemplo.). E, principalmente, vive da distorção (Nada de Lynchiana, mas nada má.) das fitas das filmagens. Quando Jeff diz
“_Video never lies…”
está a dizer a frase mais genérica de todo o filme. É precisamente por sabermos disso que o filme nos assustará. Por termos visto que as coisas se passaram de uma forma, mas que não é isso que as gravações mostram que ficamos a pensar no que terá acontecido.
Tecnicamente, há que referir a realização muito inteligente de Joe Berlinger, realizador aclamado de documentários, aqui a estrear-se na ficção, e também a performance dos actores, em especial Kim Director, em quem a história se apoia bastante, com uma interpretação absolutamente naturalista.
A banda sonora é execelente: desde o (Literalmente brutal.) genérico, com música de Marilyn Manson, a Diamanda Gallas, passando por System of a Down ou Queens Of The Stoneage, há de tudo, e muito bom.
Agora as partes más (Que existem): o filme peca por ter a pretensão de criar um certo extremismo da histeria e do fanatismo que começam por narrar nas primeiras sequências. Depois, por ter pós-adolescentes recentes como protagonistas mas não recusar certos clichés dos filmes pós-Screm como “Sei o que Fizeste no Verão Passado” ou “Horror on Valentine´s”. Disto advêm cenas absolutamente dispensáveis e principalmente diálogos muito infelizes que não se poupam a um nervosismo que, por mais bem interpretado que seja, não deixa de parecer irrealista. Falando de clichés, no início, supostas emissões de televisão mostram um grupo de fanáticos do primeiro filme, e são todos góticos: ou seja, os fanáticos obsessivos calçavam todos botas de biqueira de aço, (Tom irónico:) grande ideia! Também o clímax do enredo não deixa de parecer absolutamente despropositado e insuficiente.
Parecendo á priori, poucos defeitos, eles influenciam muito o filme, e por isso, não pode ser tratado como um filme assinalável. Mas há que ter em conta as coisas boas, e portanto, perceber que este é um filme tolerável, que, na minha humilde opinião, ultrapassa o primeiro, do qual não gostei assim tanto, na medida em que é cinema, e não três actores a passearem no bosque assustados com truques rudimentares.
Nota Final: 14/20
segunda-feira, 11 de fevereiro de 2008
Mestre são plácidas
ISABEL DE SÁ, "Os Adoradores do Sol", 1980Todas as horas
Que nós perdemos,
Se no perdê-las,
Qual numa jarra,
Nós pomos flores.
Não há tristezas
Nem alegrias
Na nossa vida.
Assim saibamos,
Sábios incautos,
Não a viver,
Mas decorrê-la,
Tranquilos, plácidos,
Tendo as crianças
Por nossas mestras,
E os olhos cheios
De Natureza…
À beira-rio,
À beira-estrada,
Conforme calha,
Sempre no mesmo
Leve descanso
De estar vivendo.
O tempo passa,
Não nos diz nada.
Envelhecemos.
Saibamos, quase
Maliciosos,
Sentir-nos ir.
Não vale a pena
Fazer um gesto.
Não se resiste
Ao deus atroz
Que os próprios filhos
Devora sempre.
Colhamos flores.
Molhemos leves
As nossas mãos
Nos rios calmos,
Para aprendermos
Calma também.
Girassóis sempre
Fitando o sol,
Da vida iremos
Tranquilos, tendo
Nem o remorso
De ter vivido.
Ricardo Reis
12 de Junho de 1914
segunda-feira, 4 de fevereiro de 2008
o video
Em 1984, os This Mortal Coil convidam Liz Fraser para integrar a lista de convidados de "It´ll End In Tears". Ela grava "Song To The Siren", de Tim Buckley. É o drem pop no seu melhor, e este é o vídeo.
domingo, 3 de fevereiro de 2008
o poema
repetes as perguntas que te faço, porquê?, repetes
os olhares sem fim das coisas paradas, repetes o meu olhar.
espelho, és a parede e a pele cansada, és um silêncio a morrer a noite,
és o que ninguém quer, a verdade mais triste e cansada por dentro.
repetes as perguntas que te faço, porquê?, repetes
a desgraça, a miséria e o desespero.
espelho, quis conhecer-te e perdi-me de ti.
de José Luís Peixoto
in "A CRIANÇA EM RUÍNAS"
Vanessa Carlton: Heroes and Thieves
Mas, se "Be Not Nobody" esse primeiro álbum, era quase perfeito, "Harmonium", o seu sucessor era uma evolução muito insatisfatória, apesar de constituir, se por si só, uma excelente e exemplar peça pop afastada de preocupações com vendas e tudo isso.
"Heroes and Thieves" é uma tentativa de fazer algo novo que não é nem mal nem bem sucedida. Se, por um lado, encontramos aqui canções fluidas e leves (Contrariando as tendências mais complexas dos primeiros dois álbuns.), por outro lado, a sonoridade ainda nos remete para a Vanessa dos dois primeiros álbuns- a simplicidade compositiva não altera a utilização dos instrumentos, que se mantêm dentro do que Vanessa costuma fazer.
Outra das curiosidades maiores neste álbum é a mesma de "Harmonium". Nesse segundo álbum, Calrton compunha algumas canções com Stephen Jenkins (Além de produtor do álbum, era o seu namorado na altura.), mas era estranho ficar-se com a sensação de que Vanessa conseguiria isso sozinha. Em "Heroes and Thieves", Carlton assina as canções sozinha ou na companhia de Jenkins ou Linda Perry, mas estas colaborações parecem inúteis. E isso é estranho, porque Perry já fez Christina Aguilera cantar algo belo em "Beautiful".
As canções são boas, não são assim tão inovadoras, mas são boas. "Hands On Me" é um bom exemplo da génese do álbum, tem uma boa construção instrumental sobre uma composição fluida, com a voz a pontuar numa utilização entre a agressividade do primeiro álbum e a excessiva inocência no segundo. O que resulta bem, tendo em conta a voz muito ameninada que Vanessa tem.
"Nolita Fairytale" é uma canção interessante, mas uma escolha errada para primeiro single (Isto é provavelmente uma imagem de marca em Carlton.), uma vez que, apesar de até nem ser má, não apresenta diferenças tão consideráveis para poder evidenciar um dos objectivos do álbum, precisamente a diferença.
"Spring Street" teria sido uma melhor opção, uma canção idílica e etérea, como poucas de Carlton.
"The One" é uma canção razoável, mas um dueto péssimo: mal se dá pela presença de Stevie Nicks. Muito má ideia.
É um pouco assim o terceiro álbum de Vanessa Carlton. Do quarto, há a esperar que seja abissalmente diferente. Mais um álbum com diferenças tão pequenas será fatal a Carlton e a nós. Uma sugestão: que tal ser produzida pelo Patrick Leonard? O melhor álbum da Madonna foi produzido por ele...
Vanessa Carlton - Nolita Fairytale
Videoclip de avanço de "Heroes and Thieves", "Nolita Fairytale", que começa como "A Thousand Miles". A primeira manifestação do desejo de ruptura.
sábado, 2 de fevereiro de 2008
Kate Walsh - Tonight
Canção do novo álbum de Kate Walsh, aqui em versão simplificada ao vivo. "Tonight", uma balada, pois claro. E muito boa...
Realidade
vieste ao meu encontro.
Era Verão, não sabias de nada
nem isso interessava. Palavras
amavam-se fora de ti,
no atropelo das emoções.
Lá chegaria a primeira vez,
o enconctro apressado num lugar
público. Desfeito o erro
ao toque da pele, não sei
se havia medo, a paixão queria-me
no lugar exacto do teu coração.
Palavras enrolam-se na sombra
da vida a dor do sentimento.
Atingido o espírito, o tempo
da infância, a realidade. Em ti
a solidão que o prazer não mata.
Quero a beleza dos versos revelada.
Alguns anos passaram sobre
a nossa história que não acabou.
A tarde envelhece e escrevo isto
sem saber porquê.
.
ISABEL DE SÁ,
"Erosão de Sentimentos"
terça-feira, 29 de janeiro de 2008
Björk - Declare Independence
Boas noticias para todos os Bjorkianos... "Declare Independence", o 3º single de "Volta" já tem vídeo, de Michael Gondry, um dos habitues...
sábado, 26 de janeiro de 2008
Sia: Some People Have Real Problems

“Some People Have Real Problems” sera, ao que parece, uma decisão definitiva de qual o rumo a tomar. E é, desde já, a escolha acertada. Todos, incluindo Sia, percebemos que a pop dançável não é para ela. A pop melancólica, complexa e densa que inicia em “Colour The Small One”, no entanto, já é uma área em que se pode mover á vontade, e com distinção. E assim prossegue, naquele que é o terceiro álbum de originais.
Começa com uma das melhores canções do álbum, senão mesmo a melhor: “Little Black Sandals”. O esquema instrumental é simples e sem pretensões, é uma das músicas mais melódicas, e o facto de ser também uma das mais emotivas não prejudica.
Outras canções de referência serão “Lentil”, que já se dera a conhecer em “Lady Croissant”, com a sua sonoridade valseante, e os arranjos simplórios mas coesos, que ora acompanham ora guiam a voz de Sia. Parece, principalmente no final, o protótipo de uma boa canção pop. Se Christina Aguilera ou Rhianna não estivessem tão preocupadas com as vendas, talvez soassem assim.
“The Girl You Lost To Cocaine” é a composição mais agressiva, mas ao mesmo tempo a mais feminina, a lembrar os tempos de “Whatever” de Aimee Mann, ou o “Under Rug Swept” de Alanis Morissette.
“Beautiful Calm Driving”, apesar de soar por vezes a uma versão menos trágica de “Breathe Me”, vale pelo vale, e é uma canção simplesmente bela, com tudo no seu lugar: da colocação da voz, á sintonia da letra com a música, aos arranjos.
“Day Too Soon”, tal como “Lentil”, parece ser um exemplo de como devia soar a pop, e, apesar de por vezes parecer exageradamente sentimental, resulta bem.
Encontrado o bom caminho, esperemos pelo quarto álbum de Sia. Quanto ao terceiro, tem força para igualar o segundo, apesar de não ter genica para o ultrapassar.
Gostaria só de realçar o facto de nenhum dos álbuns de Sia estar publicado em Portugal. Começa a ser irónico como é que todo o lixo que a pop tem é publicado worldwide e o pouco que a pop tem de bom, fica-se pelo seu país de origem… Muito bonito.
Veredicto: 17/20
Sia - Little Black Sandals
Se nao é a melhor faixa de "Some People Have Real Problems", é uma das melhores...
David Lynch: INLAND EMPIRE
Nota: 20/20
terça-feira, 22 de janeiro de 2008
Smokers Outside The Hospital Doors
So your eyes can't see
Now run as fast as you can
Through this field of trees
Say goodbye to everyone
You have ever known
You are not gonna see them ever again
I can't shake this feeling I've got
My dirty hands, have I been in the wars?
The saddest thing that I'd ever seen
Were smokers outside the hospital doors
Someone turn me around
Can I start this again?
How can we wear our smiles
With our mouths wide shut
'Cause you stopped us from singin'
I can't shake this feeling I've got
My dirty hands, have I been in the wars?
The saddest thing that I'd ever seen
Were smokers outside the hospital doors
Someone turn me around
Can I start this again?
Now someone turn us around
Can we start this again?
We've all been changed
From what we were
Our broken parts
Left smashed off the floor
I can't believe you
If I can't hear you
I can't believe you
I can't hear you
We've all been changed
From what we were
Our broken parts
Smashed off the floor
We've all been changed
From what we were
Our broken parts
Smashed off the floor
Someone turn me around
(We've all been changed from what we were)
Can I start this again?
(Our broken parts smashed off the floor)
Now someone turn us around
(We've all been changed from what we were)
Can we start this again?
(Our broken parts smashed off the floor)
TOM SMITH para os The Editors no álbum AN END HAS A START
sábado, 19 de janeiro de 2008
A Frase
segunda-feira, 7 de janeiro de 2008
As Facas
Isabel Lhano: Não te Afastes
(A Concha Quadrada)
Acrílico sobre tela, 2006
Quatro letras nos matam quatro facas
que no corpo me gravam o teu nome.
Quatro facas amor com que me matas
sem que eu mate esta sede e esta fome.
Este amor é de guerra. (De arma branca).
Amando ataco amando contra atacas
este amor é de sangue que não estanca.
Quatro letras nos matam quatro facas.
Armado estou de amor. E desarmado.
Morro assaltando morro se me assaltas
E em cada assalto sou assassinado.
Quatro letras amor com que me matas.
E as facas ferem mais quando me faltas.
Quatro letras nos matam quatro facas.
MANUEL ALEGRE
domingo, 6 de janeiro de 2008
Os Albuns de 2007
1. Bjork: Volta

8. Joanna Newsom: YS
Saído dos Animal Collective, e com residência em Lisboa, Panda Bear tem em "Person Pitch" um álbum exemplar: não perde nenhuma das características que interissecamente o ligam aos Animal Collective, mas não se deixa confundir. A ouvir "Take Pills", "Ponytail" ou "I´m Not".
12. Maria de Medeiros: A Little More Blue
Aos 42 anos, Maria de Medeiros mostra-nos que ainda tem muito a fazer em muitas áreas. A sua primeira incursão pela música é a interpretação de um reportório brasileiro escolhido a dedo, com ênfase para a palavra. Destaques para, entre outras, "O Quereres", "A Little More Blue" ou "O Que Será".
Falam dela, principalmente por picarescas estórias que em nada têm a ver com música. Eu tenho uam teoria: na música, não há nada a apontar. Em caso de dúvida, "You Know I´m No Good", "Back To Black" ou "Me and Mr. Jones".
14. Tracey Thorn: Out Of The Woods
sábado, 5 de janeiro de 2008
Control (Trailer)
http://www.youtube.com/watch?v=7c2_B_cWK_M
Trailer do mais recente filme de Anton Corbijn, sobre os Joy Division em particular sobre Ian Curtis. "Love Will Tear Us Apart" serve de banda sonora a este minuto e tal de antevisão do promissor filme.
sexta-feira, 4 de janeiro de 2008
Bang Bang
.jpg)
We rode on horses made of sticks
He wore black and I wore white
He would always win the fight
Bang bang, he shot me down
Bang bang, I hit the ground
Bang bang, that awful sound
Bang bang, my baby shot me down.
Seasons came and changed the time
When I grew up, I called him mine
He would always laugh and say
"Remember when we used to play?"
Bang bang, I shot you down
Bang bang, you hit the ground
Bang bang, that awful sound
Bang bang, I used to shoot you down.
Music played, and people sang
Just for me, the church bells rang.
Now he's gone, I don't know why
And till this day, sometimes I cry
He didn't even say goodbye
He didn't take the time to lie.
Bang bang, he shot me down
Bang bang, I hit the ground
Bang bang, that awful sound
Bang bang, my baby shot me down...
NANCY SINATRA para a banda sonora de KILL BILL de QUENTIN TARANTINO
quarta-feira, 2 de janeiro de 2008
Casa das Artes de Vila Nova de Famalicão
3 de Janeiro- MALA NOCHE (Mala Noche) de Gus Van Sant
9 de Janeiro- O SILENCIO (Silence) de Ingmar Bergman
10 de Janeiro- Cinenima
17 de Janeiro- AS CANÇÕES DE AMOR (Les Chansons d´Amour) de Christophe Honoré
31 de Janeiro- O ODOR DO SANGUE (L´odore del sangue) de Mario Martone
sexta-feira, 28 de dezembro de 2007
Body and Soul
Sweet Communion
Sweet Communion
I have waited all my life
You say you are bonafide
To be my judge
Lay your law down on me love
Seven devils bring them on
I have left my weapons
cause I think you're wrong
These devils of yours they need love...
Come and kneel with me
Body and Soul
Come and kneel with me
Body and Soul
Body and Soul
Body and Soul
Body and Soul
Sweet Communion
Sweet Communion
In my temple boy be warned
Violence doesn't have a home now but ecstasy
That's as pure as a woman's gold
Seven devils bring them on
I have left my weapons
'cause I think you're wrong
These devils of yours they need love
Come and kneel with me
Body and Soul
Come and kneel with me
Body and Soul
Body and Soul
Body and Soul
Body and Soul
I'll save you from that sunday sermon
Boy I think you need a conversion
Body and Soul
Come and kneel with me
Body and Soul
Come and kneel with me
Body and Soul
Body and Soul
Body and Soul
Body and Soul
TORI AMOS para o álbum "AMERICAN DOLL POSSE"
imagem: ROBERT MAPPLETHORPE
quarta-feira, 26 de dezembro de 2007
A Nova Lei-Sócrates
domingo, 23 de dezembro de 2007
Isabel Lhano- Estamos aqui
No outro dia, falei de "Concha Quadrada" de Isabel Lhano. Este é o seu trabalho anterior, levado a exposição em 2005, "O Elogio do Essencial/ Estamos Aqui", onde a pintora retrata algumas das pessoas que admira. Além do seu auto-retrato (o retrato vermelho isolado), há gente como José Luís Peixoto, Graça Martins (Irmã de Isabel Lhano, e, por acaso, minha professora), Valter Hugo Mae, Adolfo Luxúria Canibal, Nelson d´Aires, Ana Abrunhosa, etc, etc, etc.
























