domingo, 3 de fevereiro de 2008
o poema
repetes as perguntas que te faço, porquê?, repetes
os olhares sem fim das coisas paradas, repetes o meu olhar.
espelho, és a parede e a pele cansada, és um silêncio a morrer a noite,
és o que ninguém quer, a verdade mais triste e cansada por dentro.
repetes as perguntas que te faço, porquê?, repetes
a desgraça, a miséria e o desespero.
espelho, quis conhecer-te e perdi-me de ti.
de José Luís Peixoto
in "A CRIANÇA EM RUÍNAS"
Vanessa Carlton: Heroes and Thieves
Mas, se "Be Not Nobody" esse primeiro álbum, era quase perfeito, "Harmonium", o seu sucessor era uma evolução muito insatisfatória, apesar de constituir, se por si só, uma excelente e exemplar peça pop afastada de preocupações com vendas e tudo isso.
"Heroes and Thieves" é uma tentativa de fazer algo novo que não é nem mal nem bem sucedida. Se, por um lado, encontramos aqui canções fluidas e leves (Contrariando as tendências mais complexas dos primeiros dois álbuns.), por outro lado, a sonoridade ainda nos remete para a Vanessa dos dois primeiros álbuns- a simplicidade compositiva não altera a utilização dos instrumentos, que se mantêm dentro do que Vanessa costuma fazer.
Outra das curiosidades maiores neste álbum é a mesma de "Harmonium". Nesse segundo álbum, Calrton compunha algumas canções com Stephen Jenkins (Além de produtor do álbum, era o seu namorado na altura.), mas era estranho ficar-se com a sensação de que Vanessa conseguiria isso sozinha. Em "Heroes and Thieves", Carlton assina as canções sozinha ou na companhia de Jenkins ou Linda Perry, mas estas colaborações parecem inúteis. E isso é estranho, porque Perry já fez Christina Aguilera cantar algo belo em "Beautiful".
As canções são boas, não são assim tão inovadoras, mas são boas. "Hands On Me" é um bom exemplo da génese do álbum, tem uma boa construção instrumental sobre uma composição fluida, com a voz a pontuar numa utilização entre a agressividade do primeiro álbum e a excessiva inocência no segundo. O que resulta bem, tendo em conta a voz muito ameninada que Vanessa tem.
"Nolita Fairytale" é uma canção interessante, mas uma escolha errada para primeiro single (Isto é provavelmente uma imagem de marca em Carlton.), uma vez que, apesar de até nem ser má, não apresenta diferenças tão consideráveis para poder evidenciar um dos objectivos do álbum, precisamente a diferença.
"Spring Street" teria sido uma melhor opção, uma canção idílica e etérea, como poucas de Carlton.
"The One" é uma canção razoável, mas um dueto péssimo: mal se dá pela presença de Stevie Nicks. Muito má ideia.
É um pouco assim o terceiro álbum de Vanessa Carlton. Do quarto, há a esperar que seja abissalmente diferente. Mais um álbum com diferenças tão pequenas será fatal a Carlton e a nós. Uma sugestão: que tal ser produzida pelo Patrick Leonard? O melhor álbum da Madonna foi produzido por ele...
Vanessa Carlton - Nolita Fairytale
Videoclip de avanço de "Heroes and Thieves", "Nolita Fairytale", que começa como "A Thousand Miles". A primeira manifestação do desejo de ruptura.
sábado, 2 de fevereiro de 2008
Kate Walsh - Tonight
Canção do novo álbum de Kate Walsh, aqui em versão simplificada ao vivo. "Tonight", uma balada, pois claro. E muito boa...
Realidade
vieste ao meu encontro.
Era Verão, não sabias de nada
nem isso interessava. Palavras
amavam-se fora de ti,
no atropelo das emoções.
Lá chegaria a primeira vez,
o enconctro apressado num lugar
público. Desfeito o erro
ao toque da pele, não sei
se havia medo, a paixão queria-me
no lugar exacto do teu coração.
Palavras enrolam-se na sombra
da vida a dor do sentimento.
Atingido o espírito, o tempo
da infância, a realidade. Em ti
a solidão que o prazer não mata.
Quero a beleza dos versos revelada.
Alguns anos passaram sobre
a nossa história que não acabou.
A tarde envelhece e escrevo isto
sem saber porquê.
.
ISABEL DE SÁ,
"Erosão de Sentimentos"
terça-feira, 29 de janeiro de 2008
Björk - Declare Independence
Boas noticias para todos os Bjorkianos... "Declare Independence", o 3º single de "Volta" já tem vídeo, de Michael Gondry, um dos habitues...
sábado, 26 de janeiro de 2008
Sia: Some People Have Real Problems

“Some People Have Real Problems” sera, ao que parece, uma decisão definitiva de qual o rumo a tomar. E é, desde já, a escolha acertada. Todos, incluindo Sia, percebemos que a pop dançável não é para ela. A pop melancólica, complexa e densa que inicia em “Colour The Small One”, no entanto, já é uma área em que se pode mover á vontade, e com distinção. E assim prossegue, naquele que é o terceiro álbum de originais.
Começa com uma das melhores canções do álbum, senão mesmo a melhor: “Little Black Sandals”. O esquema instrumental é simples e sem pretensões, é uma das músicas mais melódicas, e o facto de ser também uma das mais emotivas não prejudica.
Outras canções de referência serão “Lentil”, que já se dera a conhecer em “Lady Croissant”, com a sua sonoridade valseante, e os arranjos simplórios mas coesos, que ora acompanham ora guiam a voz de Sia. Parece, principalmente no final, o protótipo de uma boa canção pop. Se Christina Aguilera ou Rhianna não estivessem tão preocupadas com as vendas, talvez soassem assim.
“The Girl You Lost To Cocaine” é a composição mais agressiva, mas ao mesmo tempo a mais feminina, a lembrar os tempos de “Whatever” de Aimee Mann, ou o “Under Rug Swept” de Alanis Morissette.
“Beautiful Calm Driving”, apesar de soar por vezes a uma versão menos trágica de “Breathe Me”, vale pelo vale, e é uma canção simplesmente bela, com tudo no seu lugar: da colocação da voz, á sintonia da letra com a música, aos arranjos.
“Day Too Soon”, tal como “Lentil”, parece ser um exemplo de como devia soar a pop, e, apesar de por vezes parecer exageradamente sentimental, resulta bem.
Encontrado o bom caminho, esperemos pelo quarto álbum de Sia. Quanto ao terceiro, tem força para igualar o segundo, apesar de não ter genica para o ultrapassar.
Gostaria só de realçar o facto de nenhum dos álbuns de Sia estar publicado em Portugal. Começa a ser irónico como é que todo o lixo que a pop tem é publicado worldwide e o pouco que a pop tem de bom, fica-se pelo seu país de origem… Muito bonito.
Veredicto: 17/20
Sia - Little Black Sandals
Se nao é a melhor faixa de "Some People Have Real Problems", é uma das melhores...
David Lynch: INLAND EMPIRE
Nota: 20/20
terça-feira, 22 de janeiro de 2008
Smokers Outside The Hospital Doors
So your eyes can't see
Now run as fast as you can
Through this field of trees
Say goodbye to everyone
You have ever known
You are not gonna see them ever again
I can't shake this feeling I've got
My dirty hands, have I been in the wars?
The saddest thing that I'd ever seen
Were smokers outside the hospital doors
Someone turn me around
Can I start this again?
How can we wear our smiles
With our mouths wide shut
'Cause you stopped us from singin'
I can't shake this feeling I've got
My dirty hands, have I been in the wars?
The saddest thing that I'd ever seen
Were smokers outside the hospital doors
Someone turn me around
Can I start this again?
Now someone turn us around
Can we start this again?
We've all been changed
From what we were
Our broken parts
Left smashed off the floor
I can't believe you
If I can't hear you
I can't believe you
I can't hear you
We've all been changed
From what we were
Our broken parts
Smashed off the floor
We've all been changed
From what we were
Our broken parts
Smashed off the floor
Someone turn me around
(We've all been changed from what we were)
Can I start this again?
(Our broken parts smashed off the floor)
Now someone turn us around
(We've all been changed from what we were)
Can we start this again?
(Our broken parts smashed off the floor)
TOM SMITH para os The Editors no álbum AN END HAS A START
sábado, 19 de janeiro de 2008
A Frase
segunda-feira, 7 de janeiro de 2008
As Facas
Isabel Lhano: Não te Afastes
(A Concha Quadrada)
Acrílico sobre tela, 2006
Quatro letras nos matam quatro facas
que no corpo me gravam o teu nome.
Quatro facas amor com que me matas
sem que eu mate esta sede e esta fome.
Este amor é de guerra. (De arma branca).
Amando ataco amando contra atacas
este amor é de sangue que não estanca.
Quatro letras nos matam quatro facas.
Armado estou de amor. E desarmado.
Morro assaltando morro se me assaltas
E em cada assalto sou assassinado.
Quatro letras amor com que me matas.
E as facas ferem mais quando me faltas.
Quatro letras nos matam quatro facas.
MANUEL ALEGRE
domingo, 6 de janeiro de 2008
Os Albuns de 2007
1. Bjork: Volta

8. Joanna Newsom: YS
Saído dos Animal Collective, e com residência em Lisboa, Panda Bear tem em "Person Pitch" um álbum exemplar: não perde nenhuma das características que interissecamente o ligam aos Animal Collective, mas não se deixa confundir. A ouvir "Take Pills", "Ponytail" ou "I´m Not".
12. Maria de Medeiros: A Little More Blue
Aos 42 anos, Maria de Medeiros mostra-nos que ainda tem muito a fazer em muitas áreas. A sua primeira incursão pela música é a interpretação de um reportório brasileiro escolhido a dedo, com ênfase para a palavra. Destaques para, entre outras, "O Quereres", "A Little More Blue" ou "O Que Será".
Falam dela, principalmente por picarescas estórias que em nada têm a ver com música. Eu tenho uam teoria: na música, não há nada a apontar. Em caso de dúvida, "You Know I´m No Good", "Back To Black" ou "Me and Mr. Jones".
14. Tracey Thorn: Out Of The Woods
sábado, 5 de janeiro de 2008
Control (Trailer)
http://www.youtube.com/watch?v=7c2_B_cWK_M
Trailer do mais recente filme de Anton Corbijn, sobre os Joy Division em particular sobre Ian Curtis. "Love Will Tear Us Apart" serve de banda sonora a este minuto e tal de antevisão do promissor filme.
sexta-feira, 4 de janeiro de 2008
Bang Bang
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We rode on horses made of sticks
He wore black and I wore white
He would always win the fight
Bang bang, he shot me down
Bang bang, I hit the ground
Bang bang, that awful sound
Bang bang, my baby shot me down.
Seasons came and changed the time
When I grew up, I called him mine
He would always laugh and say
"Remember when we used to play?"
Bang bang, I shot you down
Bang bang, you hit the ground
Bang bang, that awful sound
Bang bang, I used to shoot you down.
Music played, and people sang
Just for me, the church bells rang.
Now he's gone, I don't know why
And till this day, sometimes I cry
He didn't even say goodbye
He didn't take the time to lie.
Bang bang, he shot me down
Bang bang, I hit the ground
Bang bang, that awful sound
Bang bang, my baby shot me down...
NANCY SINATRA para a banda sonora de KILL BILL de QUENTIN TARANTINO
quarta-feira, 2 de janeiro de 2008
Casa das Artes de Vila Nova de Famalicão
3 de Janeiro- MALA NOCHE (Mala Noche) de Gus Van Sant
9 de Janeiro- O SILENCIO (Silence) de Ingmar Bergman
10 de Janeiro- Cinenima
17 de Janeiro- AS CANÇÕES DE AMOR (Les Chansons d´Amour) de Christophe Honoré
31 de Janeiro- O ODOR DO SANGUE (L´odore del sangue) de Mario Martone
sexta-feira, 28 de dezembro de 2007
Body and Soul
Sweet Communion
Sweet Communion
I have waited all my life
You say you are bonafide
To be my judge
Lay your law down on me love
Seven devils bring them on
I have left my weapons
cause I think you're wrong
These devils of yours they need love...
Come and kneel with me
Body and Soul
Come and kneel with me
Body and Soul
Body and Soul
Body and Soul
Body and Soul
Sweet Communion
Sweet Communion
In my temple boy be warned
Violence doesn't have a home now but ecstasy
That's as pure as a woman's gold
Seven devils bring them on
I have left my weapons
'cause I think you're wrong
These devils of yours they need love
Come and kneel with me
Body and Soul
Come and kneel with me
Body and Soul
Body and Soul
Body and Soul
Body and Soul
I'll save you from that sunday sermon
Boy I think you need a conversion
Body and Soul
Come and kneel with me
Body and Soul
Come and kneel with me
Body and Soul
Body and Soul
Body and Soul
Body and Soul
TORI AMOS para o álbum "AMERICAN DOLL POSSE"
imagem: ROBERT MAPPLETHORPE
quarta-feira, 26 de dezembro de 2007
A Nova Lei-Sócrates
domingo, 23 de dezembro de 2007
Isabel Lhano- Estamos aqui
No outro dia, falei de "Concha Quadrada" de Isabel Lhano. Este é o seu trabalho anterior, levado a exposição em 2005, "O Elogio do Essencial/ Estamos Aqui", onde a pintora retrata algumas das pessoas que admira. Além do seu auto-retrato (o retrato vermelho isolado), há gente como José Luís Peixoto, Graça Martins (Irmã de Isabel Lhano, e, por acaso, minha professora), Valter Hugo Mae, Adolfo Luxúria Canibal, Nelson d´Aires, Ana Abrunhosa, etc, etc, etc.
Natália Correia: Madona
quinta-feira, 20 de dezembro de 2007
Animal Collective: Strawberry Jam
Joss Stone: Introducing Joss Stone
Veredicto Final: 15/20
quarta-feira, 19 de dezembro de 2007
The Editors: An End Has a Start
The Editors- An End Has a Start
Videoclip para "An End Has a Start", realizado por Diane Martel, tirando partido de filtros de cor, alto-contraste, etc. Muito estético e muito enérgico, a fazer justiça á canção.
Joanna Newsom: Ys
Joanna Newsom - Sawdust And Diamonds
"Sawdust And Diamonds" ao vivo. Tema do meio de "Ys". Muito bom
terça-feira, 18 de dezembro de 2007
Lou Rhodes: Bloom
Lou Rhodes- The Rain
Single de avanço de "Bloom", "The Rain", exemplar da evolução de Lou Rhodes enquanto cantora e enquanto compositora.
segunda-feira, 17 de dezembro de 2007
Isabel Lhano: A Concha Quadrada
"Sinto-te a Boca"
"Sentidos Absolutos"
Mas, se é verdade que não ficamos a conhecer as caras a quem pertencem estas mãos, estes mamilos, estas pernas, estes braços, a verdade é que ficamos a conhecer algo de muito mais interessante, e de muito mais belo: a forma como se tocam, as suas maneiras de seduzir, a intimidade que têm... quem é seguro de si, quem precisa de ser protegido, quem tem necessidade de se fundir com o outro para se sentir completo, quem domina quem... é a estas perguntas que Isabel Lhano tão brilhantemente responde com as pinturas de "Concha Quadrada".
O próprio espectador sente-se a mais ao olhar estas telas. Á nossa frente, pessoas tocam-se, pessoas pedem ao outro que lhes entre no corpo, e que lhes entre na alma. E nós assistimos. Talvez reconheçamos os nossos próprios gestos, a nossa própria forma de pedir ao outro que se torne parte do nosso corpo, parte da nossa alma.
"Pousa-me"
E o facto de não vermos as caras, só nos leva ainda mais a ser capazes de encontrar-nos a nós mesmos a segurar o outro assim, a puxar ou empurrar o outro assim, a desejá-lo assim, a saciarmos o nosso desejo assim. E é aí que se torna tão irrevogável, e mesmo comovente, a colecção "Concha Quadrada". Foi nesta concha que já todos nos fechámos, e é nela que nos queremos fechar tantas vezes, fechar a nossa concha em torno da concha do outro, e não largar. Porque pode ser esse o assunto desta exposição: a nossa intimidade com o outro.
"Segura-me o Coração"
A série completa está no site da Galeria de São Mamede, na página http://www.saomamede.com/fr_exposicoes.asp?idexp=258. A não perder.
Gus Van Sant: Paranoid Park
Paranoid Park (Trailer)
Apresentação do derradeiro capítulo da trilogia de Gus Van Sant sobre a adolescência.
quarta-feira, 12 de dezembro de 2007
A Perfect Circle: Thirteenth Step
A Perfect Circle - Weak and Powerless
Video de "Weak and Powerless", avanço de "Thirteenth Step". Estética simbolista/ surrealista. Muito bom.
sexta-feira, 7 de dezembro de 2007
Joni Mitchell: Shine
Não será fácil para alguém que carrega consigo não só o estatuto de uma das melhores compositoras vivas como também a composição de coisas tão belas como “Woodstock”, “Same Situation”, “Down To You”, “A Case Of You”, “Dreamland” ou “Both Sides Now” fazer uma longa, longa pausa e depois regressar de repente. A canadiana Joni Mitchell, no entanto, teve arrojo para isso.
“Shine” é o título do seu novo álbum, publicado cinco anos depois do anúncio de uma possível retirada, graças a uma mudança de discográfica.
E não é um mau álbum. A voz de Mitchell, claro, sofreu as naturais alterações. Já não é a voz de “Woodstock”, mas todos os seus maneirismos, continuam aí, e, com mudanças de voz ou sem elas, Mitchell continua a reconhecer-se facilmente. As composições simples e bem esquematizadas que sempre a caracterizaram consolidam-se aqui com arranjos de influencia do jazz, criando com a tonalidade sorumbática de Joni uma sonoridade nostálgica e intimista, situado fenomenalmente no tempo entre o final dos anos 70 e o início dos anos 80. Refrescante.
A introdução é instrumental, com “One Week Last Summer” onde fica explicado muito daquilo que se vai ouvir. Tema com protagonismo para o piano e o saxofone, muito bem ritmado.
Das restantes canções, há várias a destacar:
“Hana”, baseado num filme dos anos 30, pela sua estruturação e ritmo, onde a voz de Joni Mitchell guia os instrumentos, criando uma enorme densidade á volta das palavras.
A nova versão de “Big Yellow Táxi”, uma canção da activista ambiental Mitchell, que não soa nada mal, bem pelo contrário, iguala sem dificuldades a versão original, compensada com um delicioso acordeão, a colar perfeitamente na voz.
“Bad Dreams”, a letra provavelmente mais didáctica de todo o álbum, excelente composição para piano, no seu todo um momento de genuína inspiração, quase a remeter-nos para o sentimento de distanciamento e saudade patente no álbum “Blue” de 1971.
Falando de inspiração, “Night Of The Iguana”, com fantásticos solos de guitarra eléctrica, a dar uma textura rock quase pouco explícita numa deliciosa composição folk.
“If”, inspirado em Rudyard Kypling, termina o álbum, e muito bem. Composição para piano, adornada por uma bateria simples e o habitual saxofone, um final a lembrar os tempos em que a pop era boa.
A capa do álbum é péssima. Com uma fotografia do bailado inspirado na sua música, e com um chocante traço de censura que não ajuda a melhorar a imagem da capa, bem pelo contrário.
Quanto a música, em específico, Mitchell pode não estar no pico da sua criatividade, mas a verdade é que fez um álbum repleto de um evidente amadurecimento pessoal e musical, e constituído com boas canções. Mais assim, é o que se quer. Isso, e um concerto ao vivo cá em Portugal, de preferência que inclua “Woodstock” no seu alinhamento.
Veredicto: 17/20








































