Veredicto Final_ 19/20
sábado, 6 de outubro de 2007
Massive Attack: Coliseu do Porto
Veredicto Final_ 19/20
quarta-feira, 3 de outubro de 2007
a frase
ISABEL LHANO, "Pulsar", 2001, acrílico sobre tela
domingo, 9 de setembro de 2007
Sarah McLachlan: Afterglow Live
A TEMPESTATE PERFEITA
Lançado no Natal de 2005, "Afterglow Live" tem no seu título a maior incongruência que se pode encontrar: o alinhamento do concerto a que assistimos no CD/DVD engloba todos os temas de "Afterglow" com excepção de "Time", é verdade, mas o álbum parece ser mais um best of ao vivo do que propriamente uma apresentação do mais recente álbum de originais da musicien canadiana. A abertura é feita, estranhamente, com "Fallen". E estranhamente porque além de ter sido o primeiro single de "Afterglow" foi o tema mais badalado do álbum, já utilizado num episódio de Six Feet Under e no final de um de CSI: Las Vegas. E, após tão bela introdução, continuamos a ser conduzidos por um longo mas irrepreensível concerto. Irrepreensível, se esquecermos o facto de faltar "Time" no alinhamento, por acaso uma das minhas preferidas. No entanto, a certa altura torna-se dificil encontrar seja que defeito for em todo este espectáculo, quando encontramos as versões tão melhores que as de estúdio de "Ice", "Fear", "Possession", "World On Fire", "Perfect Girl" ou "Building a Mystery". Ainda que sem ultrapassar significativamente as versões de estúdio, também pontuam "Angel", "Answer", "Dirty Little Secret" ou "Wait".
Simpática e comunicativa, Sarah traça, após seis anos de ausência uma retrospectiva que só não é perfeita por praticamente esquecer "Touch" e "Solace", que, por muito que já nos pareçam menores ao lado de "Fumbling Towards Ecstasy", "Surfacing" ou "Afterglow", não deixam de conter pérolas como "Steaming", "Vox", "Black", "Into de Fire" ou "Ben´s Song". Fora isto, nada de mau há a dizer.É verdade que o que "Afterglow Live" nos diz, já "Mirrorball" nos havia dito, há anos atrás- que Sarah é uma mestra de palco- mas se por um lado é injusto que momentos tão paradísiacos se possam tornar quotidianos ao serem gravados e, logo, possivelmente repetíveis, a verdade é que esses momentos não merecem morrer na memória de quem os presenciou. Portanto, este álbum vale a pena.
Veredicto:20/20
terça-feira, 4 de setembro de 2007
Song To The Siren

And you sang "Sail to me,
Now my foolish boat is leaning,
Hear me sing: "Swim to me, swim to me,
sábado, 1 de setembro de 2007
As Minhas 20 Canções Tristes
1. Sia: BREATHE ME
(-Sia Furler; Dan Carey-)
(Do álbum "Colour The Small One" 2004)
(Brian Molko; Stefan Olsdal; Steven Hewitt)
(Do álbum "Once More With Feeling" 2004)
(-Fiona Apple-)
(Do álbum "Tidal" 1996)
(-Edgar Allan Poe/ Antony Hegarty-)
My infant spirit would awake
(Do EP "The Lake" 2004)
5. Aimee Mann: WISE UP
"You're sure
(Da OST de "Magnólia" 2001)
(-Sarah McLachlan-)
(Do álbum "Afterglow" 2005)
7. Anathema: ARE YOU THERE
(-Vincent Cavanaugh, Danny Cavanaugh, Lee Smith, Jamie Cavanugh, John Douglas-)
(Do álbum "A Natural Disaster" 2005)
8. Jewel: FOOLISH GAMES
(-Jewel Kilcher-)
(Do álbum "Pieces Of You" 1994)
9. Bliss: SLEEP WILL COME
(-Stefan Aaskoven; Marc-George Andersen; Banzai Republic-)
Abertura do álbum "Quiet Letters", mais que triste, "Sleep Will Come" é uma canção deprimente. História improvavel de violoncelos chorando, violinos desesperados, e uma estranhamente compassada beat electrónica, a culminar num acordeão violento. Fica um vazio, depois de ouvir.
10. Royksopp: TRIUMPHANT
(-Torbjorn Brundtland; Svein Berge-)
(Do álbum "The Understanding" 2005)
11. Marilyn Manson: IN THE SHADOW OF THE VALLEY OF DEAD
(-Marilyn Manson/ John 5-)
(Do álbum "Hollywood" 2000)
12. Blind Zero: ABSENT WITHOUT PERMISSION
(Do álbum "The Night Before and a New Day" 2005)
13. Massive Attack feat. Terry Callier: LIVE WITH ME
(-Robert DelNaja; Neil Davidge; Terry Callier-)
(Do álbum "Collected" 2006)
14. Cecilia Bartoli: SI PIANGETTI PUPILLE DOLENTE
(-Antonio Caldara-)
(Do álbum "Opera Proibita" 2006)
15. Lou Rhodes: WHY?
(Do álbum "Beloved One" 2oo6)
16. Katia Guerreiro: VALSA
(Do álbum "Nas Mãos do Fado" 2003)
17. The Devlins: WAITING
(-Colin Devlin-)
(Do álbum "Waiting" 2000)
18. Amália Rodrigues: COM QUE VOZ?
19. Arcade Fire: OCEAN OF NOISE
(-Win Butler; Regine Chassagne; Tim Kingsbury; Richard Roux Perry; William Butler; Sarah Neufeld; Howard Billerman-)
"No way of knowing
What any man will do
An ocean of violence
Between me and you
You've got your reasons
And me I've got mine
But all the reasons I gave
Were just lies to buy myself some time"
(Do álbum "Neon Bible" 2007)
20. Rufus Waiwright: THIS LOVE AFFAIR
(-Rufus Wainwright-)
Tema dos mais simples em “Want Two”, voz, piano e orquestra. O rock barroco presenteia-nos por vezes com canções assim. Wainwright perde-se numa narrativa sufocante, que é, á semelhança de um trabalho de Isabel Lhano, “Como se te afastasse e agarrasse ao mesmo tempo”.
"I can't say that I'm waltzin'
Not that I don't like waltzing
Would rather be waltzin' with you
So I guess that I'm going
I guess that I am walking
Where?
I don't know
Just away from this love affair"
(Do álbum "Want Two" 2005)
Dito isto, choremos e soframos todos. Peace.
domingo, 26 de agosto de 2007
Cecilia Bartoli: Opera Proibita
É este tipo de árias que Cecilia Bartoli interpreta aqui, e é a sua carga histórica que dá título ao álbum, gravado com a orquestra dos Musiciens du Louvre, sob a direcção de Mark Mikowski.
Abre com "All´Arme Si Accesi Guerrieri" de Scarlatti, uma ária alegre e glamorosa, ideal para a abertura do álbum. Roma cabe lá dentro, sem dúvida. A voz de Cecília é bonita (Ela também.), digo eu que será potente, parece bastante á-vontade com a ginástica vocal que faz, ou seja, uma boa intérprete.
De todas as árias que interpreta, as que mais me tocaram foram "Notte Funesta... Ferma L´Ali" de Handel, "Caldo Sangue" de Scarlatti e, principalmente "Si Piangete Pupille Dolente" de Antonio Caldara. Uma das mais belas coisas que já ouvi na vida.
Não posso dizer muito mais, porque corro o risco de dizer disparates, isto se já não o fiz. O que eu queria mesmo dizer é que gostei muito deste álbum, independentemente do que disserem os especialistas na área.
Alergias Legítimas
quinta-feira, 23 de agosto de 2007
Zero7: The Garden
Em "The Garden", é impossível evitar o sentimento de confusão: as canções continuam a não ser originais, mas agora, algumas tornaram-se também desinteressantes. São boas composições, complementadas com boas letras e boas vozes, a electrónica tão bem construída como sempre, mas as canções, por vários motivos, não despertam interesse, porque se simplificaram no sentido da pop.
"Futures" e "Throw It All Away" fazem bom começo, envolvente, o problema é que que o que se segue contém raríssimos momentos que consigam, pelo menos, igualar estes dois. O primeiro tem a voz de José Gonzales, e essa voz tem um timbre suave, adapta-se bem, mas não é brilhante. No entanto, a instrumentação, principalmente no final, faz da canção consistente. "Throw It All Away" tem Sia na voz, e é uma boa música alicerçada pela fusão surpeendente do lado acústico com o electrónico, rematada por uma bateria acelerada.
E é precisamente Sia quem engrandece uma boa parte das canções, com a sua excelente performance (Que, de resto, não é surpresa alguma.) sensual e suave, além de grande perfeccionismo. "You´re My Flame" é um exemplo. O instrumental é seguro, mas tem uma beat parecida com alguma que já ouvimos até aqui, e isso torna-se preocupante quando esta é só a quinta faixa. A letra é excelente, ainda que nos relembre demasiado "Somersault".
Gonzalez não deixa de despertar interesse por ser uma novidade, mas acaba por não ser uma mais-valia para a dupla ("Futures" só se torna brilhante pelos instrumentos.), e não deixa de parecer um pouco deslocado daqui, por ter uma performance bastante "aluada", e, consequentemente, distante da personalidade musical dos Zero7, e das performances de Sia, Barker, Mozez ou Dico, que se apropriavam mais.
Outro foco de atenção em "The Garden" é este: não só se deixa Tina Dico, como também se deixam colaborações de há muito, Sophie Barker (O seu timbre não era assim tão diferente do de Sia, mas tinham posturas completamente diferentes.) e Mozez (Uma postura oscilante, mas mais rica em emoção do que a voz masculina de agora.), o que faz com que este álbum se apoie imenso em Sia: primeiro porque as músicas de Gonzalez não se destacam assim tanto, como já se disse, e segundo porque as de Sia sim.
Em relação aos temas instrumentais, eles não diferem particularmente do que já se fez nessa área. São boas composições, mas que acrescentam menos do que seria desejável.
Longe de estarem no pico da criatividade e da qualidade, os Zero7 não fizeram um álbum mau, apenas um tanto desinteressante, e caminhando no pouco seguro caminho da pop. Sia ajuda a salvar o trabalho, mas esperemos que no próximo não seja preciso a loirinha estar a salvar os dois senhores...
Veredicto Final: 15/20
segunda-feira, 20 de agosto de 2007
Matthew Dear: Asa Breed
sexta-feira, 17 de agosto de 2007
Sia - Breathe Me (live)
"Breathe Me", captado por um retardado mental que se esqueceu de gravar o arranjo de cordas do final. Mas uma boa canção, ainda assim.
quinta-feira, 16 de agosto de 2007
Sia: Lady Croissant
quarta-feira, 15 de agosto de 2007
Maria de Medeiros em Viana do Castelo
quinta-feira, 9 de agosto de 2007
Caroline Lufkin - Drove Me To The Wall
Ao vivo no KLPAC, Caroline interpreta "Drove Me To The Wall", certamente uma das melhores canções de "Murmurs".
Caroline: Murmurs
Quando a voz de Caroline Lufkin se ouve pela primeira vez, em “Bycicle”, nota-se que há qualquer coisa nela. Não só na voz, como na música, e até na própria letra, em que, puerilmente, Caroline diz “I don´t remeber your face, but I remember your bycicle”. O que se segue não foge em nada a estas primeiras ideias. De facto, a génese do álbum “Murmurs”, o primeiro LP desta japonesa radicada nos USA, fica bastante explicada nos primeiros quase quatro minutos, a primeira faixa.
Mais a fundo: Caroline não fez nada completamente bem, mas também não fez nada completamente mau. No seu primeiro álbum tem boas canções, e tem outras menos boas. Cai, por vezes, no entanto, no erro de lhes dar um toque demasiado inocente, que acaba por parecer forçado. Essa inocência tem o seu interesse, e acaba por ser uma forma de individualizar Caroline, mas, há muito que se sabe, o que é demais é erro, e ela por vezes exagera. Exagera principalmente em “Where´s My Love”, precisamente o single que lançou um ano antes de “Murmurs”. Tudo em “Where´s My Love” é abusivamente infantil, como se Caroline andasse a saltar entre flores muito maiores do que ela, e a deitar-lhes pozinhos mágicos… Nisto tudo, o que temos? Só a pior canção do álbum. Aparte destas, nenhuma exagera tanto que se torne um abuso. Ou seja, a interpretação de Caroline é consideravelmente positiva, não deixando de dar, ainda assim, alguns passos em falso.
A nível instrumental, “Murmurs” é um exercício excelente da fusão do electrónico com o acústico, sem deixar de ser, alguma vez, minimalista. Veja-se “Everylittlething”, onde a beat salta sobre os cristalinos sons do fender rhodes. E esta composição instrumental acaba, muitas vezes, por amparar Caroline quando ela cai nos tais excessos. “Everylittlething” é, mais uma vez, um bom exemplo.
A melhor canção, não obstante, parece-me ser “Drove Me To The Wall”, onde a electrónica faz a história, não sem uma trama de arranjos que acabam por resultar numa canção acolhedora e esteticamente muito bem conseguida.
As comparações com Bjork, perdoem-me, são ridículas. A voz de Caroline não soa a mais nenhuma, ainda que por vezes lembre uma espécie de Joanna Newsom menos agressiva. A nível instrumental, é mais normal inseri-la entre os Zero7 e os Telepopmusik.
No resultado, Caroline promete-nos vir a ser irrepreensível, o que, por enquanto, não é, mas a construção instrumental e os arranjos (Da autoria da própria Caroline Lufkin.) são, certamente, de aplaudir. Uma vez que perca os excessos de inocência e os substitua por alguma garra, que é o que aqui falta, Caroline estará perfeita. Venha ela.
Veredicto Final_ 15/20
Maria João: João
Muito se tem falado dos álbuns de Maria João, Maria de Medeiros, Teresa Salgueiro e JP Simões, por terem em comum uma coisa: serem álbuns de portugueses a cantar canções brasileiras. Sobre isso, já disse o que tinha a dizer quando comentei “A Little More Blue” de Maria de Medeiros.
Mas, sobre “João”, o álbum de Maria João, tenho outras coisas a dizer. Para começar, há que realçar uma coisa, que a própria Maria João já realçou: muito antes de estar na moda ser-se português e cantar com sotaque do Brasil, já ela o fazia. Exemplos recentes são as excelentes versões de “Undercovers”, a par com Mário Laginha, de “O Quereres” de Caetano Veloso, “Esse Seu Olhar” de António Carlos Jobim, “Marco Marciano” de Lenine, ou do tema folclórico “Cantiga (Caico)”. Isto para ir só ao mais recente. Ou seja, em Maria João, a escolha de cantar músicas brasileiras soa a algo muito coerente, e não inesperado, como acontece com Maria de Medeiros e Teresa Salgueiro.
De todos esses álbuns, “João” é, provavelmente, o melhor.
Maria João faz, como sempre fez, a opção de cantar as coisas como lhe soam melhor. Assim sendo, muitas vezes nem chega a usar o sotaque brasileiro, usando outros, ou usando mesmo a pronúncia portuguesa de Portugal. Isso é bom. Assume as canções como se as tivesse feito, com total liberdade de interpretação, e evita colar-se aos originais. Ao mesmo tempo, também se mantém na linha que a caracteriza ao longo dos dezassete álbuns anteriores.
A nível dos instrumentos, e dos arranjos (De Miguel Ferreira, dos Blind Zero e dos Clã.), escolhe também caminhos menos óbvios. Evita (E esse é um caminho que também Maria de Medeiros escolheu, mas de uma forma mais direccionada.) assim a pretensão de criar uma sonoridade “abrasileirada”, limitando-se a colocar aquilo que lhe parece, e á equipa da produção, o mais adequado.
Escolheu, também, um reportório diversificado, e, ao contrário de Maria e de Teresa, que se ficaram pelos veteranos, Maria João escolhe também autores mais recentes, interpretando Chico Buarque, António Carlos Jobim, Marcelo Camelo, Ary Barroso, Caetano Veloso, Edu Lobo, Marisa Monte, Geraldo Pereira, Vinicuis de Moraes e Zequinha de Abreu. Oferece-nos, então, estas interpretações, com toda a expressividade a que nos habituou, e com uma autenticidade omnipresente, criando, assim, performances únicas.
Temas de destque, “Retrato a Preto e Branco” de António Carlos Jobim, abre o álbum, e muito bem. Uma canção promissora, que contém já alguns dos traços genéricos daquilo que será o restante. “Choro Bandido” de Cida Moreira é outro, “A Outra” de Marcelo Camelo, que é o single de avanço, é, certamente, uma das interpretações mais valiosas do álbum, com arranjos de harpa simplesmente deliciosos, “Partido Alto” de Caetano Veloso, merece também referência.
Enfim, aparte de todas essas teorias da música brasileira em Portugal, “João” é, sem dúvida, um dos discos do ano, ou não fosse ele o decimo sétimo de uma cantora que, por dezassete vezes, já mostrou que é única.
Veredicto Final: 19/20
Maria João - A Outra
Video de apresentação do álbum, "A Outra" dos Los Hermanos, escrita por Marcelo Camelo
quarta-feira, 8 de agosto de 2007
Tracey Thorn: Out Of The Woods
O QUARTO DESARRUMADO
Veredicto Final_ 17/20
terça-feira, 7 de agosto de 2007
Kate Walsh: Clocktower Park
ROÇAR O CÉU
Apesar de saber como "Clocktower Park", o álbum de estreia de Kate Walsh, é bom, só agora me apeteceu comentá-lo. Em poucas palavras´, porque já me habituei a ele, é como se o conhecesse desde sempre, e torna-se cada vez mais difícil encontrar nele defeitos, uma vez que me afeiçoei a ele e aos sentimentos que consigo carrega. Mas digamos que "Clocktower Park" só peca por arriscar muito pouco. Só é mau na medida em que não foge daquilo que se espera de uma menina de 21 anos, com uma boa voz e que sabe tocar guitarra. Não é o som solista da Jewel de "Pieces Of You", mas não é a surpresa de um começo como o de Fiona Apple em "Tidal". Em tudo o resto, este é um excelente álbum. Pouco insistente, muito preciso: em dez faixas, diz-nos tudo. Passamos pela melancolia em todas elas, mas umas vezes num sentindo mais introspectivo, como acontece em "It´s Never Over" ou "Impressionable", outras vezes caminhando para um storytelling que, ainda assim, não abandona a primeira pessoa, o que acontece em "Animals On Fire" ou "Quicksand". Sem nunca resvalar para os dúbios trilhos da pop, Walsh remete-se ao seu rock, num som acústico e sóbrio, que vai desde o sussurrante em "June Bug", por exemplo, a um neo-barroco em "Sullen" ou a um som mais brilhante, como em "Holes In My Jacket". Desconhecida como qualquer bom músico em início de carreira, Kate Wlash escreveu, afinal, um álbum como poucos: falei em Jewel e em Fiona Apple, e ainda bem, porque Kate recusa dois erros que estas assumiram: não quis expor demasiado a voz como fez Jewel em 94, nem quis revelar demasiado a sua intimidade como fez Fiona em 95. A ver, fica o vídeo de "It´s Never Over", o lonínquo single de avanço, que, diga.se de passagem, foi muito bem escolhido. Obrigatório.
Veredicto Final_ 19/20










