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sexta-feira, 23 de maio de 2008

something must break



acho que não sei bem o que pensar. afinal porque estou aqui? ou pior, porque estou a escrever isto? nem eu sei. para quem estou a escrever? não consigo distinguir. acho que estou a escrever por e para muita gente. que me confundem. "vivo do que me dão, nunca falto ás aulas de esgrima, todos os dias agradeço a deus esta depressão que me anima". e o que me dão? bela pergunta. certamente uma depressão, mas que não me anima, limita-se a manter-me aceso.
"got a love song in my head killing us away"
apetece-me sair daqui, e vaguear pela estrada, até já não fazer a mínima ideia de onde estou. fecho os olhos e com toda a nitidez vejo-me fazer sexo contigo. nem sei bem a que esfera essa imagem pertence. vejo o teu corpo a deslizar em cima do meu extase. vejo a luz da lua a entrar pela janela, a caír sobre a tua pele, não sei se é branca ou se é da lua. "the lenghts that I would go to, the distance in your eyes." aqui estou eu, de pé, á espera que a chuva pare, talvez apareças assim. "with your halo slippin down". só gostava que alguém me dissesse o que fazer, eu não sei. quero ficar aqui parado á espera de perceber o que tenho. que coisa é esta? quero aproximar-me de ti. "and i swear that I don´t have a gun". Levem-me daqui. os teus olhos abandonam-me lentos pela rua, perco-te o rasto, o impacto imediato, a sensação, de "quando se ateia em nós um fogo preso".
Deixo-me vaguear, e fico enebriado de pensar em ti. "well, whatever, nevermind"



Referências:

"Esta Depressão Que me Anima" (Maria Rodrigues Teixeira/ A Naifa)

"The Love Song" (Marilyn Manson/ Marilyn Manson, John 5)

"Losing My Relligion" (R.E.M.)

"The Noose" (A Perfect Circle)

"Come as You Are" (Kurt Cobain/ Nirvana)

"Fogo Preso" (Vasco Graça Moura/ José Fontes Rocha)

"Smells Like Teen Spirit" (Kurt Cobain/ Nirvana)







PS: Peço desculpa a quem ler isto. Tenho que perder este hábito de desabafar assim.


(Belíssima) Imagem: "Postmortem Bliss" de Floria Sigismondi

quinta-feira, 15 de maio de 2008

creio que

sonhei contigo ontem. Com percorrer o teu corpo todo com as minhas mãos. Encostar a cara ao teu peito e sentir o cheiro da tua pele misturado com o gel de banho.
Creio que algures, acordei.

sábado, 17 de junho de 2006

O Conto Para Adultos


Seguindo a linha da crítica destrutiva da última mensagem, hoje tenho que manifestar o meu desgrado pelo conto infantil da Pequena Sereia.
A sério que não entendo onde reside a lógica de lhe chamar um conto infantil. Aquilo é um conto para adultos, e só para aqueles que já sabem distinguir muito bem o certo do errado.
Vejamos:
A história, em traços gerais fala sobre uma princesa sereia que vive no fundo do mar com as irmãs, uma espécie de clã, e, um dia, vai a superficie, vê um barco e apaixona-se por um dos marinheiros. Lá está: que raio de pessoa decente é que logo que sai de um lugar para outro diferente se apaixona pelo primeiro que lhe aparece á frente???
O problema reside no facto de ela ser uma sereia, e ele humano, por isso, ela vai á Medusa, uma espécie de bruxa que lhe faz uma poção para ela ficar com pernas, em troca da sua linda voz. Cá está outro erro: até que ponto é que isto promove o amor verdadeiro? Não é suposto a pessoa que nos ama, amar-nos tal como somos? E mais ainda, até onde é educativo incentivar as crianças a recorrer á prática da bruxaria para atingirem os fins?
Continuando, ela vai ter com ele ao barco e ele apaixona-se por ela, assim, só por vê-la. E isto é outro erro: não é um pouco apelativo á superficialidade que ele se apaixone por ela só pelo físico, sem falar com ela? Quer dizer, o corpo é tudo o que interessa. Ele nem quis saber se a Ariel (?) era burra, se era mal educada, se dizia palavrões, se gostava do Ricky Martin... enfim...
Ora, para apimentar um pouco a história, a Medusa transforma-se numa pessoa e apaixona-se pelo princípe tambem. E faz um feitiço para que quando ele a ouvir cantar com a voz da sereia, se apaixone. Mais erros: de novo a incitação ao amor superficial, de novo um incentivo á prática de bruxaria que deve ser ilegal, e ainda por cima, esta parte inaltece a utilização da voz alheia para fins ilícitos! Um escândalo!
Ele apaixona-se, e isto é mau, porque promove a bigamia, e ela, para defender o que supostamente lhe pertence, tenta matar a Medusa. Outro erro: os duelos são proíbidos por lei, a última vez que verifiquei o Diário da República!
Ainda assim, acaba por ser o próprio principe a matar a Medusa. Mais um erro, e este crasso, promove o homicídio! Uma vergonha, sem comentários.
Além de tudo isto, devo referir que acho doentio que nos contos infantis se dê um incentivo ás relações intraespecíficas (entre individuos de espécies diferentes).
Ou seja: "A Pequena Sereia" é uma história profundamente deseducativa, que devia ser transmitida com uma bolinha vermelha no cantinho do ecrã, aliás, duas. A sério, é um caso perdido, não tem ponta por onde se lhe pegue!!!!

Hoje por fim, relembro Sophia de Mello Breyner Andresen

AS ROSAS/ PROMESSA




Quando á noite desfolho e trinco as rosas
É como se prendessa entre os meus dentes
Todo o luar das noites transparentes
Todo o fulgor das tardes luminosas
O vento bailador das primaveras
A doçura amarga dos poentes
E a exaltação de todas as esperas

Quando á noite desfolho e trinco as rosas
és tu a primavera que eu esperava
A vida multiplicada e brilhante
Em que é pleno e perfeito cada instante